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sexta-feira, 18 de março de 2011

Incidente Nuclear no Japão: Uma Análise Comparativa com as Usinas de Angra (Vejam um vídeo de Fukushima)


A produção de energia é um dos dilemas a serem enfrentados pela humanidade nas próximas décadas. As fontes de energia hídrica, como as que represam rios e são as principais fontes geradoras de energia elétrica no Brasil, embora sejam limpas, isto é, não poluam o ambiente pela queima de combustíveis fósseis, como o gás natural e o carvão, usados nas usinas terno elétricas  para gerar vapor e acionar as turbinas geradoras de energia elétrica - e que compõem grande parte da matriz energética de países como a China e os Estados Unidos -, vem apresentando cada vez maiores resistências quanto a instalação de novas hidroelétricas, pelo alto impacto ambiental provocado, uma vez que, geralmente, é necessário a formação de grandes lagos, que resultam em perda da biodiversidade e traz profundo impacto sobre as populações residentes na área. O complexo elétrico do Madeira é um desses projetos em xeque. Projetado para conter duas usinas de grande porte: a de Jirau (3.300 MW) e a de Santo Antônio (3.150 MW), sob o olhar da disponibilidade estratégica de energia para a manutenção do crescimento do País é mais do que justificável a sua construção. No entanto, os gestores do empreendimento encontram cada vez mais problemas associados às reinvidicações sobre a garantia da sustentabilidade ambiental do empreendimento, atrasos  no cronograma de liberação das licenças ambientais, ameaças judiciais exigindo maiores e melhores garantias sobre a mitigação dos impactos ambientais, tendo a frente dessas ações, ambientalistas e entidades civis organizadas e de defesa da população e, outros entraves.

Esse cenário de contestação, de exigência de garantias pelas partes envolvidas, especialmente quando se fala da população, é extremamente salutar. É o exercício pleno da cidadania, do amadurecimento da democracia e da conscientização cada vez maior que a Sociedade sente não ser somente mero espectador, mas protagonista dos fatos que lhe causam impacto.

Embora tenha esse lado positivo, é evidente que sob o aspecto técnico-financeiro, esses embates de cunho ambiental, com todos os méritos que carregam, se constituem em fator de aumento de custos, atrasos de cronograma e incertezas sobre a construção desses empreendimentos. As questões podem ser tão complexas, que mesmo sendo estratégicos para o país, investimentos como esses podem não sair do papel pela pressão da Sociedade organizada.

Esse cenário que citamos, mostra que, mesmo energias limpas como as hidroelétricas, encontram cada vez mais resistências quando se fala da construção de novas plantas geradoras. É inevitável, mesmo que minimizado, impactar o meio ambiente, mesmo com todas as promessas e projetos de remediação que sejam apresentados como compensatórios.

A questão ambiental, o dilema em que vivemos do aquecimento desenfreado do planeta graças, em grande parte, a uma matriz energética mundial essencialmente suja, emissora dos perigosos gases do efeito estufa, trouxe de volta, nos últimos tempos, uma antiga alternativa ao cenário energético mundial: A geração energética via fonte nuclear. Ela é limpa, tem tecnologia madura e dominada, ao contrário de novas alternativas, ainda incipientes, como a geração eólica e a energia solar e não causa grandes impactantes ambientes em sua instalação e, até hoje, tinha uma reputaçao de relativo sucesso. Para falar em números, a porcentagem da energia nuclear na geração de energia mundial é de 6,5% (1998,UNDP) e de 16% na geração de energia elétrica. No mês de janeiro 2009 estavam em funcionamento 210 usinas nucleares em 31 países, com ao todo 438 reatores produzindo a potência elétrica total de 372 GW.

Historicamente, a energia nuclear experimentou nos anos 1970 - 1990, um grande crescimento, especialmente nos Estados Unidos, Europa, países da antiga União Soviética e Japão. Aos poucos, no entanto, ela perdeu prestígio e investimentos, especialmente em função das pesadas críticas quanto à segurança intrínseca das usinas e da questão da disposição permanente dos resíduos e rejeitos nucleares, de baixa e alta atividade, gerados durante a vida útil das usinas. Esse viés crítico foi intensamente reforçado com os incidentes de Three Mile Island nos EUA e Chernobil na Ucrânia, e um movimento ambientalista e anti-radiação ganhou força no mundo.

Quando o mundo se preparava e as resistências a um novo impulso da construção de plantas nucleares começava a ganhar força, surge o incidente da Central Nuclear de Fukushima, com seus seis reatores. O incidente que ocorreu - e vem ocorrendo - na usina é um dos mais sérios do mundo, e numa escala de 0 a 7, primeiramente foi classificado na escala 4 e agora está na escala 5, colocando em xeque a segurança de todas das centrais nucleares ao redor do mundo. Vários governos, inclusive o do Brasil, já se manifestaram no sentido de rever seuss procedimentos de segurança e outros, como a Alemanha, já anunciaram até a retirada de operação de usinas mais antigas. Esse incidente de Fukushima foi um baque que a indústria nuclear não esperava, especialmente neste momento favorável à diminuição das resistências quanto ao emprego da energia nuclear, como alternativa segura e limpa ao fornecimento de energia ao mundo.

Quanto à aspectos técnicos, há vários tipos de configurações de plantas nucleares. A tecnologia de reator empregada em Fukushima é a BWR (reator a água fervente). Esse é um tipo de reator que usa a água leve (água comum) como refrigerante e moderador, que ao passar diretamente pelo núcleo do reator, contendo o combustível nuclear dentro das varetas dos elementos combustíveis, ferve e forma vapor para impulsionar diretamente a turbina e gerar eletricidade. A presença constante, ininterrupta, de água passando e retirando do núcleo do reator o excesso de calor gerado pelo processo de fissão nuclear, quando o reator está em operação, é o que garante a geração contínua de energia e mantém a segurança da usina. Se esse fluxo de água diminui a um nível crítico ou cessa de forma inesperada, o reator super aquece, os elementos combustíveis são expostos, a ocorrência das reações de fissão do urânio continuam a acontecer e, mesmo que as taxas de fissão se tornem mais baixas, pode ocorrer uma fusão do clad do combustível, o que parece estar ocorrendo, pelo menos parcialmente, em Fukushima.

Em Fukushima se especula que as linhas de fornecimento de água para a manutenção do funcionamento seguro dos reatores da Central Nuclear, tenham entrado total ou parcialmente em colapso, na medida em que, em virtude da interrupção do sistema normal de fornecimento de energia elétrica, danificado pela ocorrência do mega terremoto 9.0 Richter, talvez por um problema de localização no projeto da usina, os geradores diesel de segurança, encarregados de entrar em funcionamento e manter seguro o fluxo de abastecimento de água do reator enquanto a usina estaria sendo desligada emergencialmente, segundo os procedimentos de desligamento, não teriam funcionado, por terem sido inundados pelas mega ondas do tsunami, causando o incidente nuclear que estamos acompanhando hoje.

Comparando com o Brasil, aos leitores primeiramente gostaria de dizer que a nossa matriz energética é praticamente limpa, com o sistema de termo elétricas existentes somente entrando on line ao sistema integrado de distribuição, quando ocorrem situações de flutuação e/ou desequilíbrio do despacho de carga ou quando o volume dos rios e revervatórios de água atingem níveis que não garantem a segurança ao sistema elétrico do País, de forma a atender a demanda elétrica diária projetada.

Quanto às nossas controversas centrais elétricas de Angra, assunto de muita mística e desinformação, elas são de uma arquitetura totalmente diferente das de Fukushima e de Chernobil. Nossas duas centrais em operação no sistema, Angra I (projeto Westinghouse) e Angra 2 (projeto KWU/RBU), são do tipo PWR(reator a água pressurizada) e muito seguras.

Nas usinas de Angra há dois tipos de circuitos. O primeiro deles o circuito primário, fechado, aonde está o reator nuclear em si e seu combustível (elementos combustíveis a base de urânio levemente enriquecido). Esse circuito primário está todo contido dentro do edifício de contenção, que é uma robusta construção de concreto reforçado com um liner de aço interno. O sistema de refrigeração e moderação do primário é constituído de meio aquoso comum (água leve) fortemente pressurizado que, então, é aquecido á medida que a reação de fissão do combustível nuclear acontece e nesse processo libera calor. O sistema primário está interligado, mas de forma separada, a um sistema secundário (ainda dentro do edifício de contenção), que contém o trocador de calor, alimentado por água não pressurizada. Assim, no trocador de calor, ocorre a liberação do calor contido na água pressurizada (quente), que é liberado para a água não pressurizada (fria), aquecendo-a a um ponto em que se forma vapor, e que vai, finalmente, alimentar as turbinas elétricas a vapor, gerando energia. Isso acontece em um prédio auxiliar fora do edifício do reator.

O sistema PWR que o Brasil adotou para as suas usinas é o mais seguro e considerado padrão no mundo e alimenta, por exemplo, os reatores nucleares de navios e submarinos. Comparando com Fukushima, um hipotético incidente com perda do refrigerante primário de um reator típico PWR, faria com que a pressão da água caísse e, imediatamente, a taxa de fissão nuclear diminuísse, diminuindo a temperatura da água e evitando a evolução para um incidente. Além do mais, se a central nuclear é bem projetada, há geradores diesel (principal e de reserva) que, no caso de perda de energia, como aconteceu em Fukushima, entram em funcionamento garantindo a manutenção do fornecimento de água ao sistema, enquanto ocorre o processo controlado de desligamento do reator, com a descida das barras de controle e a adição de boro ao sistema de refrigeração (um veneno para a continuidade da reação nuclear). Além dessas medidas, na arquitetura PWR, a reação nuclear não se mantém às mesmas taxas quando há perda de pressão da água do primário, pois a água pressurizada é condição maior para a “moderação” dos nêutrons e fissão dos núcleos de urânio desse tipo de reator. Portanto, um evento como o de Fukushima não ocorreria nesse reator PWR hipotético ou nos reatores de nossas centrais nucleares.

Podemos então dizer que as centrais de Angra são totalmente seguras? Eu acho que elas são muito seguras. Nossos mecanismos de regulação e garantia da segurança nuclear são muito severos, No entanto, creio que incidentes e acidentes sempre podem acontecer. È trabalhar para que isso não aconteça... 

O vídeo mostrado a seguir ilustra o que está acontecendo em Fukushima. Vejam o vídeo e fiquem a par do que está acontecendo por lá.




(revisado em 18/03/2011 às 16:30h)


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Incidente Nuclear no Japão: Uma Análise Comparativa com as Usinas de Angra (Vejam um vídeo de Fukushima)


A produção de energia é um dos dilemas a serem enfrentados pela humanidade nas próximas décadas. As fontes de energia hídrica, como as que represam rios e são as principais fontes geradoras de energia elétrica no Brasil, embora sejam limpas, isto é, não poluam o ambiente pela queima de combustíveis fósseis, como o gás natural e o carvão, usados nas usinas terno elétricas  para gerar vapor e acionar as turbinas geradoras de energia elétrica - e que compõem grande parte da matriz energética de países como a China e os Estados Unidos -, vem apresentando cada vez maiores resistências quanto a instalação de novas hidroelétricas, pelo alto impacto ambiental provocado, uma vez que, geralmente, é necessário a formação de grandes lagos, que resultam em perda da biodiversidade e traz profundo impacto sobre as populações residentes na área. O complexo elétrico do Madeira é um desses projetos em xeque. Projetado para conter duas usinas de grande porte: a de Jirau (3.300 MW) e a de Santo Antônio (3.150 MW), sob o olhar da disponibilidade estratégica de energia para a manutenção do crescimento do País é mais do que justificável a sua construção. No entanto, os gestores do empreendimento encontram cada vez mais problemas associados às reinvidicações sobre a garantia da sustentabilidade ambiental do empreendimento, atrasos  no cronograma de liberação das licenças ambientais, ameaças judiciais exigindo maiores e melhores garantias sobre a mitigação dos impactos ambientais, tendo a frente dessas ações, ambientalistas e entidades civis organizadas e de defesa da população e, outros entraves.

Esse cenário de contestação, de exigência de garantias pelas partes envolvidas, especialmente quando se fala da população, é extremamente salutar. É o exercício pleno da cidadania, do amadurecimento da democracia e da conscientização cada vez maior que a Sociedade sente não ser somente mero espectador, mas protagonista dos fatos que lhe causam impacto.

Embora tenha esse lado positivo, é evidente que sob o aspecto técnico-financeiro, esses embates de cunho ambiental, com todos os méritos que carregam, se constituem em fator de aumento de custos, atrasos de cronograma e incertezas sobre a construção desses empreendimentos. As questões podem ser tão complexas, que mesmo sendo estratégicos para o país, investimentos como esses podem não sair do papel pela pressão da Sociedade organizada.

Esse cenário que citamos, mostra que, mesmo energias limpas como as hidroelétricas, encontram cada vez mais resistências quando se fala da construção de novas plantas geradoras. É inevitável, mesmo que minimizado, impactar o meio ambiente, mesmo com todas as promessas e projetos de remediação que sejam apresentados como compensatórios.

A questão ambiental, o dilema em que vivemos do aquecimento desenfreado do planeta graças, em grande parte, a uma matriz energética mundial essencialmente suja, emissora dos perigosos gases do efeito estufa, trouxe de volta, nos últimos tempos, uma antiga alternativa ao cenário energético mundial: A geração energética via fonte nuclear. Ela é limpa, tem tecnologia madura e dominada, ao contrário de novas alternativas, ainda incipientes, como a geração eólica e a energia solar e não causa grandes impactantes ambientes em sua instalação e, até hoje, tinha uma reputaçao de relativo sucesso. Para falar em números, a porcentagem da energia nuclear na geração de energia mundial é de 6,5% (1998,UNDP) e de 16% na geração de energia elétrica. No mês de janeiro 2009 estavam em funcionamento 210 usinas nucleares em 31 países, com ao todo 438 reatores produzindo a potência elétrica total de 372 GW.

Historicamente, a energia nuclear experimentou nos anos 1970 - 1990, um grande crescimento, especialmente nos Estados Unidos, Europa, países da antiga União Soviética e Japão. Aos poucos, no entanto, ela perdeu prestígio e investimentos, especialmente em função das pesadas críticas quanto à segurança intrínseca das usinas e da questão da disposição permanente dos resíduos e rejeitos nucleares, de baixa e alta atividade, gerados durante a vida útil das usinas. Esse viés crítico foi intensamente reforçado com os incidentes de Three Mile Island nos EUA e Chernobil na Ucrânia, e um movimento ambientalista e anti-radiação ganhou força no mundo.

Quando o mundo se preparava e as resistências a um novo impulso da construção de plantas nucleares começava a ganhar força, surge o incidente da Central Nuclear de Fukushima, com seus seis reatores. O incidente que ocorreu - e vem ocorrendo - na usina é um dos mais sérios do mundo, e numa escala de 0 a 7, primeiramente foi classificado na escala 4 e agora está na escala 5, colocando em xeque a segurança de todas das centrais nucleares ao redor do mundo. Vários governos, inclusive o do Brasil, já se manifestaram no sentido de rever seuss procedimentos de segurança e outros, como a Alemanha, já anunciaram até a retirada de operação de usinas mais antigas. Esse incidente de Fukushima foi um baque que a indústria nuclear não esperava, especialmente neste momento favorável à diminuição das resistências quanto ao emprego da energia nuclear, como alternativa segura e limpa ao fornecimento de energia ao mundo.

Quanto à aspectos técnicos, há vários tipos de configurações de plantas nucleares. A tecnologia de reator empregada em Fukushima é a BWR (reator a água fervente). Esse é um tipo de reator que usa a água leve (água comum) como refrigerante e moderador, que ao passar diretamente pelo núcleo do reator, contendo o combustível nuclear dentro das varetas dos elementos combustíveis, ferve e forma vapor para impulsionar diretamente a turbina e gerar eletricidade. A presença constante, ininterrupta, de água passando e retirando do núcleo do reator o excesso de calor gerado pelo processo de fissão nuclear, quando o reator está em operação, é o que garante a geração contínua de energia e mantém a segurança da usina. Se esse fluxo de água diminui a um nível crítico ou cessa de forma inesperada, o reator super aquece, os elementos combustíveis são expostos, a ocorrência das reações de fissão do urânio continuam a acontecer e, mesmo que as taxas de fissão se tornem mais baixas, pode ocorrer uma fusão do clad do combustível, o que parece estar ocorrendo, pelo menos parcialmente, em Fukushima.

Em Fukushima se especula que as linhas de fornecimento de água para a manutenção do funcionamento seguro dos reatores da Central Nuclear, tenham entrado total ou parcialmente em colapso, na medida em que, em virtude da interrupção do sistema normal de fornecimento de energia elétrica, danificado pela ocorrência do mega terremoto 9.0 Richter, talvez por um problema de localização no projeto da usina, os geradores diesel de segurança, encarregados de entrar em funcionamento e manter seguro o fluxo de abastecimento de água do reator enquanto a usina estaria sendo desligada emergencialmente, segundo os procedimentos de desligamento, não teriam funcionado, por terem sido inundados pelas mega ondas do tsunami, causando o incidente nuclear que estamos acompanhando hoje.

Comparando com o Brasil, aos leitores primeiramente gostaria de dizer que a nossa matriz energética é praticamente limpa, com o sistema de termo elétricas existentes somente entrando on line ao sistema integrado de distribuição, quando ocorrem situações de flutuação e/ou desequilíbrio do despacho de carga ou quando o volume dos rios e revervatórios de água atingem níveis que não garantem a segurança ao sistema elétrico do País, de forma a atender a demanda elétrica diária projetada.

Quanto às nossas controversas centrais elétricas de Angra, assunto de muita mística e desinformação, elas são de uma arquitetura totalmente diferente das de Fukushima e de Chernobil. Nossas duas centrais em operação no sistema, Angra I (projeto Westinghouse) e Angra 2 (projeto KWU/RBU), são do tipo PWR(reator a água pressurizada) e muito seguras.

Nas usinas de Angra há dois tipos de circuitos. O primeiro deles o circuito primário, fechado, aonde está o reator nuclear em si e seu combustível (elementos combustíveis a base de urânio levemente enriquecido). Esse circuito primário está todo contido dentro do edifício de contenção, que é uma robusta construção de concreto reforçado com um liner de aço interno. O sistema de refrigeração e moderação do primário é constituído de meio aquoso comum (água leve) fortemente pressurizado que, então, é aquecido á medida que a reação de fissão do combustível nuclear acontece e nesse processo libera calor. O sistema primário está interligado, mas de forma separada, a um sistema secundário (ainda dentro do edifício de contenção), que contém o trocador de calor, alimentado por água não pressurizada. Assim, no trocador de calor, ocorre a liberação do calor contido na água pressurizada (quente), que é liberado para a água não pressurizada (fria), aquecendo-a a um ponto em que se forma vapor, e que vai, finalmente, alimentar as turbinas elétricas a vapor, gerando energia. Isso acontece em um prédio auxiliar fora do edifício do reator.

O sistema PWR que o Brasil adotou para as suas usinas é o mais seguro e considerado padrão no mundo e alimenta, por exemplo, os reatores nucleares de navios e submarinos. Comparando com Fukushima, um hipotético incidente com perda do refrigerante primário de um reator típico PWR, faria com que a pressão da água caísse e, imediatamente, a taxa de fissão nuclear diminuísse, diminuindo a temperatura da água e evitando a evolução para um incidente. Além do mais, se a central nuclear é bem projetada, há geradores diesel (principal e de reserva) que, no caso de perda de energia, como aconteceu em Fukushima, entram em funcionamento garantindo a manutenção do fornecimento de água ao sistema, enquanto ocorre o processo controlado de desligamento do reator, com a descida das barras de controle e a adição de boro ao sistema de refrigeração (um veneno para a continuidade da reação nuclear). Além dessas medidas, na arquitetura PWR, a reação nuclear não se mantém às mesmas taxas quando há perda de pressão da água do primário, pois a água pressurizada é condição maior para a “moderação” dos nêutrons e fissão dos núcleos de urânio desse tipo de reator. Portanto, um evento como o de Fukushima não ocorreria nesse reator PWR hipotético ou nos reatores de nossas centrais nucleares.

Podemos então dizer que as centrais de Angra são totalmente seguras? Eu acho que elas são muito seguras. Nossos mecanismos de regulação e garantia da segurança nuclear são muito severos, No entanto, creio que incidentes e acidentes sempre podem acontecer. È trabalhar para que isso não aconteça... 

O vídeo mostrado a seguir ilustra o que está acontecendo em Fukushima. Vejam o vídeo e fiquem a par do que está acontecendo por lá.




(revisado em 18/03/2011 às 16:30h)


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quinta-feira, 17 de março de 2011

A Tecnologia e a Revolução das Redes Sociais

Falar de mídias e redes sociais é entrar no mundo das tecnologias da informação, as chamadas simplesmente de TI´s, que, ao longo dos anos e com a mágica criação da Internet, revolucionaram a forma da comunicação moderna e fez e faz a fortuna de muita gente inteligente e bem aventurada, como os que bolaram o Facebook. Faz a comunicação digital incluir mais de 200.000.000 de blogs, de todos os tipos e públicos ao redor do mundo. Mas como essa tecnologia chegou até nós? Talvez seja interessante a gente conhecer um pouco dessa palavrinha mágica chamada “tecnologia” e ver como ela evoluiu nessa breve história do tempo.


A estória começa, na verdade, na pré-história. A evolução da tecnologia, mesmo que o nome tenha sido cunhado nos tempos modernos, se deu primeiramente com o homem, ainda, possivelmente, um pré-homem ( provavelmente o homo erectus), descobrindo o fogo. E essa descoberta mágica, datada, pelos especialistas, em 800.000 ac, ocorreu baseado na observação empírica da natureza e da capacidade de “imitação” do homo erectus. Na verdade, não se sabe ao certo como a descoberta do fogo se deu. O fato é que ao conseguir, com seu próprio esforço, “reproduzir ou criar o fogo”, o homo erectus criou a primeira tecnologia conhecida, que iria lhe conferir uma enorme vantagem competitiva, pois ao mesmo tempo em que lhe permitia, e à sua tribo, proteção contra predadores, os aquecia do frio e facilitava, de forma dramática, o processo da digestão dos alimentos, na medida em que raízes duras e carnes fibrosas, por exemplo, podiam ser cozidas e mais facilmente digeridas. Sobre essa fase é possível obter dados a partir dos ossos desmembrados dos animais caçados, das armas e utensílios com que o homem feria, matava suas presas e tratava da carne, tendões, ossos e peles, e, posteriormente, pelas gravuras, esculturas e pinturas feitas em cavernas. Neste período o homem desenvolveu seu cérebro e sua destreza em relação ao uso das armas e ferramentas de que precisava, usando para fabricá-las, preferencialmente, o quartzo, a obsidiana, o sílex, o quartzito e outros materiais rochosos capazes de se manterem afiados. Era a primitiva tecnologia evoluindo...

De lá para cá, os principais marcos tecnológicos consolidaram a tendência gregária e de comunidade à medida em que o homem evoluía e se sofisticava. A fixação do homem de forma perene em comunidades foi acompanhada, então, pelo desenvolvimento da agricultura e, mais tarde, pela descoberta das tecnologias de fusão de metais. O primeiro metal a ser fundido foi o cobre, no ano 8000 ac. A isso se seguiu a descoberta da roda em 4000 ac, da escrita em 3500 ac e da metalurgia do ferro em 1500 ac.

Todas essas descobertas tecnológicas, além de úteis na vida em sociedade, foram fator fundamental para a criação e aperfeiçoamento de armas para defesa própria ou de domínio do homem pelo homem. O homem intrinsecamente belicoso e ávido pela conquista de novos territórios e recursos, tinha agora "ferramentas" que faziam a diferença no campo de batalha, no campo da dominação. Desse tempo surgiram grandes civilizações e impérios, como a Egípcia, a Babilônica, o grande império Mongol e o império romano, que dominou grande parte da Europa e do oriente médio, conquistando, à época, toda a costa mediterrânea, da Europa à áfrica.

As tecnologias continuaram a evoluir, até que no século XVIII o homem deu o “salto”. Esse “salto” foi a chamada “revolução industrial”, que se iniciou na Inglaterra e tinha por objetivo a mecanização e produção seriada de itens de toda a espécie. A nascente burguesia industrial, ávida por lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para o aumento da produtividade e da lucratividade de seus negócios, e a mecanização dos meios de produção foi o “pulo do gato”. Mas a mecanização trouxe um embate dialético entre o homem e a máquina. Aliás, o primeiro embate. E desse embate o homem saiu perdedor. Milhares de empregos foram perdidos com o progresso tecnológico, que se transformou em um gerador de crises e de milhares de desempregados. 

A avalanche da revolução industrial foi irreversível. Havia os bônus, os lucros crescentes no bolso da nova classe dominante industrial e os baixos preços das mercadorias produzidas, que conquistaram uma outra classe: a dos consumidores. Esses fatores tiveram tal sinergia e poder indutor, que aceleraram o ritmo do progresso industrial de forma muito rápida. Desse tempo, temos as máquinas a vapor, o surgimento do telégrafo, que iria evoluir para o telefone e para, hoje, o celular; a luz elétrica, que nos trouxe toda a modernidade e aposentou o lampião.

Com o passar do tempo, a revolução industrial amadureceu e se consolidou e, já no final do século XIX, tivemos um outro grande marco tecnológico, que foi a invenção do automóvel, inaugurando a era dos veículos auto propulsionados, Esse feito foi graças a engenhosidade do alemão Karl Benz em 1885. Já no século XX, nos primeiros anos, mais um grande salto tecnológico ocorreu. Em 1906 foi inventado o avião auto propulsionado. A demonstração do primeiro vôo foi em Paris, sendo inventor o nosso herói, brasileiro da gema, Alberto Santos Dumont que fez seu vôo histórico de um veículo aéreo mais pesado do que o ar, que decolou (sem o artifício do emprego de catapulta) e pousou na presença de milhares de espectadores. A era da aviação havia sido inaugurada. Esse evento foi filmado e entrou para a história. Prá não dizer que só falei de flores, tem uma outra versão dessa história, que garante que foram os irmãos Wright que fizeram o primeiro vôo de uma máquina área mais pesada que o ar. Essa versão alega que esse vôo teria se dado em 1903, portanto, antes do histórico vôo de Santos Dumont. No entanto, esse vôo teria sido presenciado por somente 05 testemunhas e não filmado. Vôo mesmo, de público, os irmãos Wright fizeram mesmo, com seu avião, também em Paris, em 1908. Eu, desconfiado, mesmo não sendo mineiro, acho que salvo prova cabal em contrário, nosso Santos Dumont é o gênio que inventou o avião.

O mundo mudava no século XX e as tecnologias prosperavam e se sofisticavam impulsionadas especialmente pela beligerância entre nações. Foram dois momentos distintos. O primeiro deles entre 1914 e 1918, com a eclosão da primeira guerra mundial, laboratório para aprendizado da matança em massa de soldados, via uso da nefasta tecnologia de gases tóxicos, como o gás mostarda, que, embora tenha sido produzido pela primeira vez em 1822 na Inglaterra, foi largamente utilizado na primeira grande guerra e, o uso do avião como arma militar. O segundo momento foi entre 1939 e 1945, com a deflagração da segunda grande guerra. A suprema demonstração da bestialidade do homem, mas também a sua engenhosidade viria a acontecer de forma dramática. Além de todo o aparato militar de guerra que se desenvolvia como nunca, em nome de abreviar a guerra e poupar vidas, mas, na verdade, visando mandar um recado para outros países aspirantes pelo espólio que sobraria do conflito, os Estados Unidos detonaram sobre Hirosima e Nagasaki duas bombas nucleares. O domínio da tecnologia de fissão do átomo estava demonstrada de forma dramática. Hiroshima e Nagasaki foram impediedosamente, em um instante de perplexidade, varridas do mapa. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada decretando a morte de aproximadamente 150 mil japoneses e, Nagasaki com seus 175 mil habitantes teve 70 mil vítimas. A história mostra que antes do lançamento das bombas atômicas, o Japão, assim como a Alemanha e a Itália, já estava vencido militarmente. Bastaria um cerco naval aliado visando cortar os suprimentos ao país ou, no máximo, se a intenção era justificar os bilhões de dólares gastos no Projeto Manhattan (que custeou o desenvolvimento das bombas), no máximo, detonar uma das bombas fabricadas sobre uma ilha do arquipélago japonês desabitada, que, fatalmente o Japão se renderia. A história acabou sendo outra e inaugurou a corrida pela posse de armas estratégicas de destruição imediata de milhões, em massa, que perdura até hoje. Essa é uma demonstração sombria da tecnologia que, no entanto, graças aos céus, foi contrabalançada pelos avanços que a medicina nuclear trouxe, do uso de radioisótopos em terapias contra o câncer e das modernas técnicas de diagnóstico via imagens, que fazem uso do conhecimento, do domínio para a paz, para a humanidade, dos benefícios do controle do átomo, de suas partículas e radiações.

Mas continuando essa breve (e incompleta) viagem no tempo da tecnologia, tivemos ainda no século XX a invenção do rádio (1912), a invenção da TV em preto e branco (criação de 1923 e dissiminação a partir de 1935), e que mais tarde permitiu a evolução para as TVs a cores (1954). No campo da computação, "nasciam" os primeiros mainframes (nascidos em 1946 e aperfeiçoados em 1964) e o computador pessoal – PC (1975).

Nessa segunda metade do século XX, efervecente, em tecnologias, outros marcos foram o primeiro satélite colocado em órbita pelos russos (o sputnik em 1957), o homem pousou na lua (Apolo 11 – 1969) e, ainda em 1969 surgiu a ARPANET, que foi a precursora da Internet.

Ufa!! Chegamos nos dias de hoje, 2011 e a conectividade alicerçada no conceito de “redes” fala mais alto. Nós usuários estamos “pendurados” nessas redes, nessas vias digitais que rapidamente evoluíram. Isso tudo ocorreu com uma revolução na direção de computadores pessoais (de mesa, lap tops, desk tops, tablet´s, smartphones) cada vez mais eficientes e baratos (graças à evolução das tecnologias) e às políticas de massificação do acesso da população à internet, que aqui no Brasil, infelizmente, ainda é um dos serviços mais caros e de pior qualidade do mundo.

Mark Elliot Zuckerberg
Esse cenário tecnológico trouxe, no seu bojo, a natural e intrínseca necessidade do homem de se socializar. O usuário, diante da telinha, do outro lado do fio, ainda não sabia, mas os antenados e especialistas do comportamento humano perceberam que se oferecessem ferramentas de conectividade, interativas, com recursos da escrita, som e imagem, fechariam o ciclo que atrairia o usuário "como são atraídos os insetos pela luz, em uma noite escura". O resto foi ver quem oferecia e vai oferecer o melhor produto. O mais interativo, mais real, que tenha a capacidade de estabelecer relações de amizade, de prazer em estar conectado, sem sair de um pseudo anonimato e do conforto da poltrona. Algumas dessas ferramentas da conectividade e da comunicação digital foram o velho e conhecido MIRC (ainda operando, vejam o link), criado há mais de uma década, os chats do uol e de outros provedores, e, mais recentemente, com sucesso estrondoso, envolvendo milhões de usuários, surgiram as chamadas redes sociais, dentre elas, as precursoras como o antigo GAZZAG ( criação de 2005, que já saiu de cena), o ORKUT ( criação de 2004, que ainda resiste e tenta se atualizar e se manter no gosto do usuário, se aproximando do perfil de aplicativos on board do Facebook), o MySpace ( criado em 2006, em expansão), o Twitter (criado em 2006, o supremo sucesso da comunicação, do recado ligeiro) e o Facebook ( criado em 2004, o supremo sucesso da redes sociais ), que já rivaliza em número de acessos, o principal indicador das novas mídias, com o gigante Google e seus tentáculos (blogger, cloud computing e outros).

Para finalizar, o video do you tube que vamos mostrar apresenta uma perspectiva muito interessante sobre as MÍDIAS E REDES SOCIAIS. Vale a pena assistir e se atualizar. Boa diversão!



A Tecnologia e a Revolução das Redes Sociais

Falar de mídias e redes sociais é entrar no mundo das tecnologias da informação, as chamadas simplesmente de TI´s, que, ao longo dos anos e com a mágica criação da Internet, revolucionaram a forma da comunicação moderna e fez e faz a fortuna de muita gente inteligente e bem aventurada, como os que bolaram o Facebook. Faz a comunicação digital incluir mais de 200.000.000 de blogs, de todos os tipos e públicos ao redor do mundo. Mas como essa tecnologia chegou até nós? Talvez seja interessante a gente conhecer um pouco dessa palavrinha mágica chamada “tecnologia” e ver como ela evoluiu nessa breve história do tempo.


A estória começa, na verdade, na pré-história. A evolução da tecnologia, mesmo que o nome tenha sido cunhado nos tempos modernos, se deu primeiramente com o homem, ainda, possivelmente, um pré-homem ( provavelmente o homo erectus), descobrindo o fogo. E essa descoberta mágica, datada, pelos especialistas, em 800.000 ac, ocorreu baseado na observação empírica da natureza e da capacidade de “imitação” do homo erectus. Na verdade, não se sabe ao certo como a descoberta do fogo se deu. O fato é que ao conseguir, com seu próprio esforço, “reproduzir ou criar o fogo”, o homo erectus criou a primeira tecnologia conhecida, que iria lhe conferir uma enorme vantagem competitiva, pois ao mesmo tempo em que lhe permitia, e à sua tribo, proteção contra predadores, os aquecia do frio e facilitava, de forma dramática, o processo da digestão dos alimentos, na medida em que raízes duras e carnes fibrosas, por exemplo, podiam ser cozidas e mais facilmente digeridas. Sobre essa fase é possível obter dados a partir dos ossos desmembrados dos animais caçados, das armas e utensílios com que o homem feria, matava suas presas e tratava da carne, tendões, ossos e peles, e, posteriormente, pelas gravuras, esculturas e pinturas feitas em cavernas. Neste período o homem desenvolveu seu cérebro e sua destreza em relação ao uso das armas e ferramentas de que precisava, usando para fabricá-las, preferencialmente, o quartzo, a obsidiana, o sílex, o quartzito e outros materiais rochosos capazes de se manterem afiados. Era a primitiva tecnologia evoluindo...

De lá para cá, os principais marcos tecnológicos consolidaram a tendência gregária e de comunidade à medida em que o homem evoluía e se sofisticava. A fixação do homem de forma perene em comunidades foi acompanhada, então, pelo desenvolvimento da agricultura e, mais tarde, pela descoberta das tecnologias de fusão de metais. O primeiro metal a ser fundido foi o cobre, no ano 8000 ac. A isso se seguiu a descoberta da roda em 4000 ac, da escrita em 3500 ac e da metalurgia do ferro em 1500 ac.

Todas essas descobertas tecnológicas, além de úteis na vida em sociedade, foram fator fundamental para a criação e aperfeiçoamento de armas para defesa própria ou de domínio do homem pelo homem. O homem intrinsecamente belicoso e ávido pela conquista de novos territórios e recursos, tinha agora "ferramentas" que faziam a diferença no campo de batalha, no campo da dominação. Desse tempo surgiram grandes civilizações e impérios, como a Egípcia, a Babilônica, o grande império Mongol e o império romano, que dominou grande parte da Europa e do oriente médio, conquistando, à época, toda a costa mediterrânea, da Europa à áfrica.

As tecnologias continuaram a evoluir, até que no século XVIII o homem deu o “salto”. Esse “salto” foi a chamada “revolução industrial”, que se iniciou na Inglaterra e tinha por objetivo a mecanização e produção seriada de itens de toda a espécie. A nascente burguesia industrial, ávida por lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para o aumento da produtividade e da lucratividade de seus negócios, e a mecanização dos meios de produção foi o “pulo do gato”. Mas a mecanização trouxe um embate dialético entre o homem e a máquina. Aliás, o primeiro embate. E desse embate o homem saiu perdedor. Milhares de empregos foram perdidos com o progresso tecnológico, que se transformou em um gerador de crises e de milhares de desempregados. 

A avalanche da revolução industrial foi irreversível. Havia os bônus, os lucros crescentes no bolso da nova classe dominante industrial e os baixos preços das mercadorias produzidas, que conquistaram uma outra classe: a dos consumidores. Esses fatores tiveram tal sinergia e poder indutor, que aceleraram o ritmo do progresso industrial de forma muito rápida. Desse tempo, temos as máquinas a vapor, o surgimento do telégrafo, que iria evoluir para o telefone e para, hoje, o celular; a luz elétrica, que nos trouxe toda a modernidade e aposentou o lampião.

Com o passar do tempo, a revolução industrial amadureceu e se consolidou e, já no final do século XIX, tivemos um outro grande marco tecnológico, que foi a invenção do automóvel, inaugurando a era dos veículos auto propulsionados, Esse feito foi graças a engenhosidade do alemão Karl Benz em 1885. Já no século XX, nos primeiros anos, mais um grande salto tecnológico ocorreu. Em 1906 foi inventado o avião auto propulsionado. A demonstração do primeiro vôo foi em Paris, sendo inventor o nosso herói, brasileiro da gema, Alberto Santos Dumont que fez seu vôo histórico de um veículo aéreo mais pesado do que o ar, que decolou (sem o artifício do emprego de catapulta) e pousou na presença de milhares de espectadores. A era da aviação havia sido inaugurada. Esse evento foi filmado e entrou para a história. Prá não dizer que só falei de flores, tem uma outra versão dessa história, que garante que foram os irmãos Wright que fizeram o primeiro vôo de uma máquina área mais pesada que o ar. Essa versão alega que esse vôo teria se dado em 1903, portanto, antes do histórico vôo de Santos Dumont. No entanto, esse vôo teria sido presenciado por somente 05 testemunhas e não filmado. Vôo mesmo, de público, os irmãos Wright fizeram mesmo, com seu avião, também em Paris, em 1908. Eu, desconfiado, mesmo não sendo mineiro, acho que salvo prova cabal em contrário, nosso Santos Dumont é o gênio que inventou o avião.

O mundo mudava no século XX e as tecnologias prosperavam e se sofisticavam impulsionadas especialmente pela beligerância entre nações. Foram dois momentos distintos. O primeiro deles entre 1914 e 1918, com a eclosão da primeira guerra mundial, laboratório para aprendizado da matança em massa de soldados, via uso da nefasta tecnologia de gases tóxicos, como o gás mostarda, que, embora tenha sido produzido pela primeira vez em 1822 na Inglaterra, foi largamente utilizado na primeira grande guerra e, o uso do avião como arma militar. O segundo momento foi entre 1939 e 1945, com a deflagração da segunda grande guerra. A suprema demonstração da bestialidade do homem, mas também a sua engenhosidade viria a acontecer de forma dramática. Além de todo o aparato militar de guerra que se desenvolvia como nunca, em nome de abreviar a guerra e poupar vidas, mas, na verdade, visando mandar um recado para outros países aspirantes pelo espólio que sobraria do conflito, os Estados Unidos detonaram sobre Hirosima e Nagasaki duas bombas nucleares. O domínio da tecnologia de fissão do átomo estava demonstrada de forma dramática. Hiroshima e Nagasaki foram impediedosamente, em um instante de perplexidade, varridas do mapa. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada decretando a morte de aproximadamente 150 mil japoneses e, Nagasaki com seus 175 mil habitantes teve 70 mil vítimas. A história mostra que antes do lançamento das bombas atômicas, o Japão, assim como a Alemanha e a Itália, já estava vencido militarmente. Bastaria um cerco naval aliado visando cortar os suprimentos ao país ou, no máximo, se a intenção era justificar os bilhões de dólares gastos no Projeto Manhattan (que custeou o desenvolvimento das bombas), no máximo, detonar uma das bombas fabricadas sobre uma ilha do arquipélago japonês desabitada, que, fatalmente o Japão se renderia. A história acabou sendo outra e inaugurou a corrida pela posse de armas estratégicas de destruição imediata de milhões, em massa, que perdura até hoje. Essa é uma demonstração sombria da tecnologia que, no entanto, graças aos céus, foi contrabalançada pelos avanços que a medicina nuclear trouxe, do uso de radioisótopos em terapias contra o câncer e das modernas técnicas de diagnóstico via imagens, que fazem uso do conhecimento, do domínio para a paz, para a humanidade, dos benefícios do controle do átomo, de suas partículas e radiações.

Mas continuando essa breve (e incompleta) viagem no tempo da tecnologia, tivemos ainda no século XX a invenção do rádio (1912), a invenção da TV em preto e branco (criação de 1923 e dissiminação a partir de 1935), e que mais tarde permitiu a evolução para as TVs a cores (1954). No campo da computação, "nasciam" os primeiros mainframes (nascidos em 1946 e aperfeiçoados em 1964) e o computador pessoal – PC (1975).

Nessa segunda metade do século XX, efervecente, em tecnologias, outros marcos foram o primeiro satélite colocado em órbita pelos russos (o sputnik em 1957), o homem pousou na lua (Apolo 11 – 1969) e, ainda em 1969 surgiu a ARPANET, que foi a precursora da Internet.

Ufa!! Chegamos nos dias de hoje, 2011 e a conectividade alicerçada no conceito de “redes” fala mais alto. Nós usuários estamos “pendurados” nessas redes, nessas vias digitais que rapidamente evoluíram. Isso tudo ocorreu com uma revolução na direção de computadores pessoais (de mesa, lap tops, desk tops, tablet´s, smartphones) cada vez mais eficientes e baratos (graças à evolução das tecnologias) e às políticas de massificação do acesso da população à internet, que aqui no Brasil, infelizmente, ainda é um dos serviços mais caros e de pior qualidade do mundo.

Mark Elliot Zuckerberg
Esse cenário tecnológico trouxe, no seu bojo, a natural e intrínseca necessidade do homem de se socializar. O usuário, diante da telinha, do outro lado do fio, ainda não sabia, mas os antenados e especialistas do comportamento humano perceberam que se oferecessem ferramentas de conectividade, interativas, com recursos da escrita, som e imagem, fechariam o ciclo que atrairia o usuário "como são atraídos os insetos pela luz, em uma noite escura". O resto foi ver quem oferecia e vai oferecer o melhor produto. O mais interativo, mais real, que tenha a capacidade de estabelecer relações de amizade, de prazer em estar conectado, sem sair de um pseudo anonimato e do conforto da poltrona. Algumas dessas ferramentas da conectividade e da comunicação digital foram o velho e conhecido MIRC (ainda operando, vejam o link), criado há mais de uma década, os chats do uol e de outros provedores, e, mais recentemente, com sucesso estrondoso, envolvendo milhões de usuários, surgiram as chamadas redes sociais, dentre elas, as precursoras como o antigo GAZZAG ( criação de 2005, que já saiu de cena), o ORKUT ( criação de 2004, que ainda resiste e tenta se atualizar e se manter no gosto do usuário, se aproximando do perfil de aplicativos on board do Facebook), o MySpace ( criado em 2006, em expansão), o Twitter (criado em 2006, o supremo sucesso da comunicação, do recado ligeiro) e o Facebook ( criado em 2004, o supremo sucesso da redes sociais ), que já rivaliza em número de acessos, o principal indicador das novas mídias, com o gigante Google e seus tentáculos (blogger, cloud computing e outros).

Para finalizar, o video do you tube que vamos mostrar apresenta uma perspectiva muito interessante sobre as MÍDIAS E REDES SOCIAIS. Vale a pena assistir e se atualizar. Boa diversão!



sexta-feira, 11 de março de 2011

Terremoto e Tsunami hoje no Japão e no Pacífico. Vejam os Vídeos


O terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11/03), às 2h, no horário de Brasilia (14h no Japão), teve magnitude de 8.9 na escala Richter e já é considerado o mais violento terremoto que atingiu o país, conhecido no mundo por investir pesado em modernas tecnologias  e técnicas construtivas resistentes a tremores e estar, portanto, bastante preparado para minimizar as nefastas consequências desses eventos.


O território japonês circunda todo o chamado "Círculo do Fogo", que se estende em "forma de ferradura" por todo o Pacífico, sendo uma das regiões de maior atividade sísmica e de ocorrência de vulcões ativos em todo o mundo. 


O Japão frequentemente é abalado por pequenos e médios tremores. Esses tremores, em geral, causam pouco ou nenhum dano material. Nesses eventos, as perdas de vidas são raras. No entanto, desta feita, o terremoto de 8.9 Richter foi de proporções alarmantes, ao qual se seguiram tsunamis que provocaram grandes estragos e prejuízos materiais por grandes extensões da costa japonesa.  

Após o terremoto, o "sistema de alerta contra tsunamis do Pacífico" foi acionado de forma a alertar aos demais países da região, e aqueles banhados pelo Pacífico, da possibilidade de ocorrência de outros tsunamis. O alerta foi direcionado especialmente para as ilhas do Arquipélado do Hawaii, a costa oeste dos Estados Unidos, o México, os países da América Central e o Chile.


No Japão, os prejuízos, o número de mortos e de desabrigados começa a ser contabilizado e os países já se articulam para ajudar ao povo japonês. Vejam os vídeos que contam um pouco dessa história. As cenas são impressionantes:


 

Terremoto e Tsunami hoje no Japão e no Pacífico. Vejam os Vídeos


O terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11/03), às 2h, no horário de Brasilia (14h no Japão), teve magnitude de 8.9 na escala Richter e já é considerado o mais violento terremoto que atingiu o país, conhecido no mundo por investir pesado em modernas tecnologias  e técnicas construtivas resistentes a tremores e estar, portanto, bastante preparado para minimizar as nefastas consequências desses eventos.


O território japonês circunda todo o chamado "Círculo do Fogo", que se estende em "forma de ferradura" por todo o Pacífico, sendo uma das regiões de maior atividade sísmica e de ocorrência de vulcões ativos em todo o mundo. 


O Japão frequentemente é abalado por pequenos e médios tremores. Esses tremores, em geral, causam pouco ou nenhum dano material. Nesses eventos, as perdas de vidas são raras. No entanto, desta feita, o terremoto de 8.9 Richter foi de proporções alarmantes, ao qual se seguiram tsunamis que provocaram grandes estragos e prejuízos materiais por grandes extensões da costa japonesa.  

Após o terremoto, o "sistema de alerta contra tsunamis do Pacífico" foi acionado de forma a alertar aos demais países da região, e aqueles banhados pelo Pacífico, da possibilidade de ocorrência de outros tsunamis. O alerta foi direcionado especialmente para as ilhas do Arquipélado do Hawaii, a costa oeste dos Estados Unidos, o México, os países da América Central e o Chile.


No Japão, os prejuízos, o número de mortos e de desabrigados começa a ser contabilizado e os países já se articulam para ajudar ao povo japonês. Vejam os vídeos que contam um pouco dessa história. As cenas são impressionantes:






 




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