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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Reforma Política: Anteprojeto da Lei em Elaboração pelo Senado


Toma posse neste terça feira (22/02) a comissão composta por 15 senadores para elaborar o anteprojeto da lei da  reforma política de que tanto o País necessita, e que se arrasta a anos sem qualquer ação prática.

Dos 15 integrantes da comissão instituída pelo presidente do Senado, José Sarney, dois foram presidentes da República: Fernando Collor (PTB-AL) e Itamar Franco (PPS-MG), oito ex-governadores e ex-ministros. A comissão  tem a representação de 12 senadores e 3 senadoras.


Comissão de 15 senadores e senadoras: reforma política

Membros da Comissão:

Fernando Collor (PTB-AL),
Itamar Franco (PPS-MG),
Roberto Requião (PMDB)
Aécio Neves (PSDB-MG),
Jorge Viana (PT-AC),
Antônio Carlos Valadares (PSB),
Luiz Henrique da Silveira (PMDB),
José Wellington Barroso de Araújo Dias (PT),
Eduardo Braga (PMDB),
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Demóstenes Torres (DEM-GO),
Pedro Taques (PDT-MT),
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM),
Lúcia Vânia (PSDB-GO) e,
Ana Rita Esgario (PT-ES)

Na agenda dessa polêmica e tão adiada reforma política, um dos temas de destaque será a proposição apresentada pelo senador Dornelles, que propõe através da chamada “Lei Tiririca” uma profunda mudança na forma de eleição dos deputados, passando o atual sistema proporcional, baseado em coeficiente eleitoral, para o voto majoritário simples, como é a forma da eleição dos senadores.

No sistema proporcional, em vigor, é possível um candidato do partido A ser eleito, mesmo que tenha tido somente 5.000 votos. Basta para tal que a sua legenda ou coligação tenha um bom “puxador de votos”, como foi Tiririca nas eleições de 2010, que sozinho obteve 1,35 milhão de votos. Nessa situação, pode ocorrer que um candidato do partido B, que tenha tido 100.000 votos não seja eleito, pois o que vale para o número de vagas destinadas as partido ou coligação é o coeficiente eleitoral. Uma verdadeira injustiça.

Nas eleições de 2010, o eleitor de “Tiririca”, que ao votar nele teve a intenção de somente elegê-lo, acabou, na verdade, elegendo outros candidatos que talvez não quisesse que fossem eleitos e o que é pior, não faz a menor idéia de quem foram esses candidatos eleitos com seu voto, de forma indireta. Um absurdo.

Em sendo aprovada e transformada em lei, a proposição do senador Dornelles tornará inútil a figura do candidato puxador de votos, geralmente um político importante ou uma celebridade, como “Titirica” nas eleições de 2010, e os ex-deputados Enéas Carneiro e Clodovil Hernandez, já falecidos, também campeões de votos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Rolo Compressor da Base Governista: Câmara aprova o salário mínimo de R$ 545

Em uma demonstração de força e coesão da base governista, apesar das tentativas da oposição no sentido de se aprovar um valor maior para o salário mínimo, após  10 horas de sessão, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira, em votação simbólica, o salário mínimo de R$ 545, com vigência a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei. Até essa data, valerão os R$ 540 estipulados pela Medida Provisória 516/10. O Projeto de Lei 382/11, do Executivo, ainda precisa ser analisado pelo Senado, aonde espera-se que seja aprovada também com folga a proposta do Governo.

Na Câmara, os deputados fizeram um longo debate durante toda a tarde e a noite  e na fase de discussão houve 20 oradores a favor e 20 contra o texto original do projeto, relatado pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

Em votações nominais, o Plenário rejeitou, por 376 votos a 106, a emenda do PSDB que previa o valor de R$ 600 (emenda 1); e por 361 a 120 a proposta do DEM de R$ 560 (emenda 2).


Aumento real

Na defesa dos R$ 600, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) disse que no governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foi concedido aumento real de 44%, mesmo com mais crises atingindo o Brasil. "Os R$ 600 são plenamente factíveis. O que o governo aprovou agora é muito pouco", argumentou.

O deputado Vicentinho foi o relator do texto aprovado em plenário.

Contra essa emenda, o relator Vicentinho disse que prefere regras claras e definidas para o aumento do mínimo. "Os que vaiaram [os R$ 545] terão de aplaudir já em janeiro do próximo ano, com um mínimo de R$ 616", afirmou. "Graças às centrais sindicais e à sensibilidade do Congresso e da Presidência da República, chegamos a esse patamar de valorização do mínimo", afirmou.

Acordo e consciência

O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que os trabalhadores ficarão decepcionados com a rejeição da sua emenda que fixava o mínimo em R$ 560. "Mais forte do que a pressão do governo é a consciência política dos deputados", afirmou, dirigindo-se aos parlamentares para pedir apoio aos R$ 560.

O relator Vicentinho lembrou que a política de valorização do mínimo nos moldes atuais resultou de negociações que começaram no primeiro mandato do ex-presidente Lula. "Quando se faz um acordo é importante cumpri-lo", afirmou. Segundo ele, essa atitude será boa para a luta por outras reivindicações trabalhistas, como a carga de trabalho de 40 horas semanais, o reajuste da tabela do Imposto de Renda e o fim do fator previdenciário. O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do INSS. É calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida..

O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que a votação da matéria no Senado será tranquila, com nova vitória do governo.

Aumentos futuros

Para os aumentos futuros do salário mínimo, a fórmula aprovada é a mesma em vigor desde 2007: reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). 
 
Como o mínimo sempre muda em 1º de janeiro, o INPC relativo ao ano anterior conterá uma estimativa para o mês de dezembro, porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o índice final apenas em janeiro. O índice aplicado valerá para o ano todo e, se houver resíduo, será compensado no ano seguinte, sem retroatividade.
O reajuste vinculado ao PIB será considerado como aumento real. Assim, para 2012 será aplicado o percentual de crescimento do PIB de 2010. Caso a variação seja negativa ou nula, não haverá aumento real.

Da mesma maneira, para calcular a variação do PIB anual será feita uma estimativa do último trimestre do ano anterior, pois somente em março o IBGE divulga o PIB ajustado.

(Reproduzido , com inserções e alterações  de texto, da Agência Câmara de Notícias)

Rolo Compressor da Base Governista: Câmara aprova o salário mínimo de R$ 545

Em uma demonstração de força e coesão da base governista, apesar das tentativas da oposição no sentido de se aprovar um valor maior para o salário mínimo, após  10 horas de sessão, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira, em votação simbólica, o salário mínimo de R$ 545, com vigência a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei. Até essa data, valerão os R$ 540 estipulados pela Medida Provisória 516/10. O Projeto de Lei 382/11, do Executivo, ainda precisa ser analisado pelo Senado, aonde espera-se que seja aprovada também com folga a proposta do Governo.

Na Câmara, os deputados fizeram um longo debate durante toda a tarde e a noite  e na fase de discussão houve 20 oradores a favor e 20 contra o texto original do projeto, relatado pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

Em votações nominais, o Plenário rejeitou, por 376 votos a 106, a emenda do PSDB que previa o valor de R$ 600 (emenda 1); e por 361 a 120 a proposta do DEM de R$ 560 (emenda 2).


Aumento real

Na defesa dos R$ 600, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) disse que no governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foi concedido aumento real de 44%, mesmo com mais crises atingindo o Brasil. "Os R$ 600 são plenamente factíveis. O que o governo aprovou agora é muito pouco", argumentou.

O deputado Vicentinho foi o relator do texto aprovado em plenário.

Contra essa emenda, o relator Vicentinho disse que prefere regras claras e definidas para o aumento do mínimo. "Os que vaiaram [os R$ 545] terão de aplaudir já em janeiro do próximo ano, com um mínimo de R$ 616", afirmou. "Graças às centrais sindicais e à sensibilidade do Congresso e da Presidência da República, chegamos a esse patamar de valorização do mínimo", afirmou.

Acordo e consciência

O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que os trabalhadores ficarão decepcionados com a rejeição da sua emenda que fixava o mínimo em R$ 560. "Mais forte do que a pressão do governo é a consciência política dos deputados", afirmou, dirigindo-se aos parlamentares para pedir apoio aos R$ 560.

O relator Vicentinho lembrou que a política de valorização do mínimo nos moldes atuais resultou de negociações que começaram no primeiro mandato do ex-presidente Lula. "Quando se faz um acordo é importante cumpri-lo", afirmou. Segundo ele, essa atitude será boa para a luta por outras reivindicações trabalhistas, como a carga de trabalho de 40 horas semanais, o reajuste da tabela do Imposto de Renda e o fim do fator previdenciário. O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do INSS. É calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida..

O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que a votação da matéria no Senado será tranquila, com nova vitória do governo.

Aumentos futuros

Para os aumentos futuros do salário mínimo, a fórmula aprovada é a mesma em vigor desde 2007: reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). 
 
Como o mínimo sempre muda em 1º de janeiro, o INPC relativo ao ano anterior conterá uma estimativa para o mês de dezembro, porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o índice final apenas em janeiro. O índice aplicado valerá para o ano todo e, se houver resíduo, será compensado no ano seguinte, sem retroatividade.
O reajuste vinculado ao PIB será considerado como aumento real. Assim, para 2012 será aplicado o percentual de crescimento do PIB de 2010. Caso a variação seja negativa ou nula, não haverá aumento real.

Da mesma maneira, para calcular a variação do PIB anual será feita uma estimativa do último trimestre do ano anterior, pois somente em março o IBGE divulga o PIB ajustado.

(Reproduzido , com inserções e alterações  de texto, da Agência Câmara de Notícias)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Governo Federal – Brasil : País Rico é País sem Pobreza

A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), Helena Chagas, apresentou à imprensa no último dia 10/02 a nova logomarca do governo federal. Por meio do slogan "País rico é país sem pobreza", o governo reafirma o compromisso firmado pela presidenta logo após vencer as eleições, que é dar prioridade à erradicação da miséria e redução da pobreza extrema no País.

blog jcr nova logomarca do governo dilma

Na verdade, esse é um compromisso que vem sendo firmado explicita ou implicitamente, nas várias décadas, pelos vários governantes que chegam ao cargo máximo no País.

Como cidadão, realmente torço para que possamos avançar, e muito, no desenvolvimento econômico-social. Na verdade muito se avançou nesses últimos 08 anos, tanto na direção da promoção da igualdade como nos vários indicadores da cidadania, mas ainda falta muito para ser feito. Para, de fato, trilharmos o caminho de sermos um País rico, um Pais justo para com todos os brasileiros, e que venha a resgatar a imensa dívida social existente com seu povo.

índice de desenvolvimento humano 2010

Gostaria, agora, de lembrar as palavras do professor Weber Figueiredo quando falou sobre a reconstrução do Brasil. “O Japão é pobre em recursos naturais, mas é um país rico. O Brasil é rico em energia e recursos naturais, mas é um país pobre. Os países ricos, são ricos materialmente porque eles produzem riquezas. Riqueza vem de rico. Pobreza vem de pobre. País pobre é aquele que não consegue produzir riquezas para o seu povo. Se conseguisse, não seria pobre, seria país rico.”

E ainda mais:

No comércio mundial de mercadorias, em média: 1kg de soja custa US$ 0,10 (dez centavos de dólar), 1kg de automóvel custa US$ 10, isto é, 100 vezes mais, 1kg de aparelho eletrônico custa US$ 100, 1kg de avião custa US$1.000 (10 mil quilos de soja) e 1kg de satélite custa US$ 50.000. Isto é, quanto mais tecnologia agregada tem um produto, maior é o seu preço, mais empregos foram gerados na sua fabricação.”

Portanto, o desafio de se construir um País rico e deixar para trás a pobreza, não vai se materializar se nos contentarmos em sermos meros exportadores de commodities, sejam agrícolas ou minerais, como por exemplo, minério de ferro, soja, etanol ou petróleo cru. Precisamos investir maciçamente em tecnologia, em concepção, como faz a EMBRAER (uma das raras exceções neste País), em conhecimento aplicado voltado para a geração de produtos, do saber fazer, entender a ciência e desenvolver as tecnologias necessárias para impulsionar o País na direção da “riqueza”, de tornar nosso povo rico, tirá-lo da pobreza. E não vamos fazer isso sem investir maciçamente em P&D&I, de forma organizada, envolvendo, através de mecanismos inovadores e inteligentes de gestão, em parceria, fortemente, o setor produtivo privado e estatal, as universidades e os centros de pesquisa públicos e privados, nas várias áreas estratégicas do desenvolvimento nacional. O livro Azul, recentemente lançado pelo CGEE, traz um pouco de luz na direção que devemos trilhar.

Para darmos o “salto” rumo à “riqueza”, temos que ter modelos. Temos que ter paradigmas de desenvolvimento industrial. “Cases” de sucesso de países que eram pobres, de forma similar ao Brasil, como a Coréia do Sul, um país de dimensão territorial ínfima comparada à nossa, sem riquezas naturais, com pouco solo agriculturável, mas que promoveu uma eficiente reforma agrária, sem energia abundante e barata, sem bens minerais preciosos e em quantidade, mas que soube se reconstruir no caminho da busca da riqueza através da promoção em massa da educação de qualidade de seu povo, na direção da geração da inovação e desenvolvimento tecnológicos próprios, tendo hoje várias de suas empresas, como a Samsung, que é a marca nº 1 de produtos eletro-eletrônicos do mundo e faz parte das 20 marcas globais mais valiosas, a Hyundai, a LG e tantas outras, líderes mundiais no comércio e tecnologia em seus setores. O povo sul coreano hoje caminha a passos largos na direção da riqueza. A renda per capita da Coréia do Sul hoje é de US$ 19 mil. Há meio século, a renda per capita sul coreana era de US$ 80.00. Como comparação, a vizinha Coréia do Norte, um dos regimes mais fechados do mundo, mas com as mesmas raízes históricas e identidade do povo coreano do sul, tem renda per capita (2010) de US$ 1800.00, dez vezes menor que a Coréia do Sul. O Brasil, por sua vez, fruto do desenvolvimento dos últimos anos, deve ter ultrapassado ligeiramente a marca dos US$ 10.000 em renda per capita em 2010. Um grande avanço. No entanto, as projeções dos especialistas apontam que somente em 2020 a renda per capita do Brasil deve atingir o patamar de US$ 22,7mil, similar a da Coréia do Sul hoje. Portanto, há necessidade de se rever o modelo de desenvolvimento de forma a se acelerar o processo de acumulação de renda, fruto do desenvolvimento sustentável, a taxas mais elevadas ao longo do tempo, que as que estamos experimentando hoje.

Sobre as empresas transnacionais, nós também temos as nossas. Muitas delas já são líderes mundiais em seus setores. A antiga estatal Vale do Rio Doce, agora a gigante da mineração privada Vale é um bom exemplo, atua mundo afora no mercado de minério de ferro, níquel, carvão e tantas outras commodities minerais, temos ainda transnacionais brasileiras no ramo de bebidas, como a AMBEV que ao associar-se com a cervejaria belga Interbrew gerou a InBev, uma das principais cervejarias do mundo. Temos, como citado, a EMBRAER, essa sim, um exemplo da engenhosidade de concepção da engenharia brasileira. Temos a PETROBRÁS, um ícone de sucesso do modelo em que a atuação do ESTADO dá certo, gera inovação, eficiência e desenvolvimento. A PETROBRÁS avança mundo afora e hoje é a 18a empresa mundial, mas precisamos de muito mais.

A pergunta que me faço é de que forma vamos transformar esse nosso querido Brasil, de país pobre em país rico? Como fazer isso em um horizonte de tempo razoável? Se nosso esforço em promover o desenvolvimento tecnológico em setores críticos, como a eletrônica, a robótica, a mecânica de precisão, os novos materiais, a química fina, os novos fármacos, a nanotecnologia e tantas outras áreas de alta tecnologia ainda patinam. Se o esforço nacional abrangente, e não pontual, da busca da eficácia em P&D&I, ainda não decolou.

O lema embutido na logomarca do Governo Dilma Roussef parece um desafio para muito, muito tempo, ao ritmo que estamos andando. A este ritmo, sem aliar políticas de Estado de longo prazo, fortemente impulsionadoras de P&D&I nos setores chave da moderna economia mundial, andando passo a passo com os frutos de uma necessária e urgente refundação do conceito de educação do País, a fim de transformá-la em uma educação de qualidade, que verdadeiramente eduque e inclua as “massas”, as prepare para assumir o seu papel histórico no desenvolvimento do país, seja como técnicos, arquitetos, engenheiros, médicos, pesquisadores, cientistas, e tantas outras profissões de qualidade, tenho a impressão que perderemos o “bonde da história”, mesmo tendo uma imensa população emergindo em direção à classe média, ávida por consumo, mesmo tendo imensas riquezas naturais, mesmo tendo imenso estoque de solo agriculturável ainda a ser explorado, mesmo tendo fontes energéticas baratas e abundantes, mesmo sendo olhado e invejado pelo mundo como um país de futuro brilhante.

Para alavancar o nosso desenvolvimento em direção à riqueza, como propõe o Lema da nossa presidente, temos que repensar a fundo, e agora, o modelo de desenvolvimento desse país. Ter coragem para mudar com o olhar no futuro. Começar esse trabalho agora, para que a mensagem contida na logomarca do Governo Dilma não caia no vazio.

Governo Federal – Brasil : País Rico é País sem Pobreza

A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), Helena Chagas, apresentou à imprensa no último dia 10/02 a nova logomarca do governo federal. Por meio do slogan "País rico é país sem pobreza", o governo reafirma o compromisso firmado pela presidenta logo após vencer as eleições, que é dar prioridade à erradicação da miséria e redução da pobreza extrema no País.

blog jcr nova logomarca do governo dilma

Na verdade, esse é um compromisso que vem sendo firmado explicita ou implicitamente, nas várias décadas, pelos vários governantes que chegam ao cargo máximo no País.

Como cidadão, realmente torço para que possamos avançar, e muito, no desenvolvimento econômico-social. Na verdade muito se avançou nesses últimos 08 anos, tanto na direção da promoção da igualdade como nos vários indicadores da cidadania, mas ainda falta muito para ser feito. Para, de fato, trilharmos o caminho de sermos um País rico, um Pais justo para com todos os brasileiros, e que venha a resgatar a imensa dívida social existente com seu povo.

índice de desenvolvimento humano 2010

Gostaria, agora, de lembrar as palavras do professor Weber Figueiredo quando falou sobre a reconstrução do Brasil. “O Japão é pobre em recursos naturais, mas é um país rico. O Brasil é rico em energia e recursos naturais, mas é um país pobre. Os países ricos, são ricos materialmente porque eles produzem riquezas. Riqueza vem de rico. Pobreza vem de pobre. País pobre é aquele que não consegue produzir riquezas para o seu povo. Se conseguisse, não seria pobre, seria país rico.”

E ainda mais:

No comércio mundial de mercadorias, em média: 1kg de soja custa US$ 0,10 (dez centavos de dólar), 1kg de automóvel custa US$ 10, isto é, 100 vezes mais, 1kg de aparelho eletrônico custa US$ 100, 1kg de avião custa US$1.000 (10 mil quilos de soja) e 1kg de satélite custa US$ 50.000. Isto é, quanto mais tecnologia agregada tem um produto, maior é o seu preço, mais empregos foram gerados na sua fabricação.”

Portanto, o desafio de se construir um País rico e deixar para trás a pobreza, não vai se materializar se nos contentarmos em sermos meros exportadores de commodities, sejam agrícolas ou minerais, como por exemplo, minério de ferro, soja, etanol ou petróleo cru. Precisamos investir maciçamente em tecnologia, em concepção, como faz a EMBRAER (uma das raras exceções neste País), em conhecimento aplicado voltado para a geração de produtos, do saber fazer, entender a ciência e desenvolver as tecnologias necessárias para impulsionar o País na direção da “riqueza”, de tornar nosso povo rico, tirá-lo da pobreza. E não vamos fazer isso sem investir maciçamente em P&D&I, de forma organizada, envolvendo, através de mecanismos inovadores e inteligentes de gestão, em parceria, fortemente, o setor produtivo privado e estatal, as universidades e os centros de pesquisa públicos e privados, nas várias áreas estratégicas do desenvolvimento nacional. O livro Azul, recentemente lançado pelo CGEE, traz um pouco de luz na direção que devemos trilhar.

Para darmos o “salto” rumo à “riqueza”, temos que ter modelos. Temos que ter paradigmas de desenvolvimento industrial. “Cases” de sucesso de países que eram pobres, de forma similar ao Brasil, como a Coréia do Sul, um país de dimensão territorial ínfima comparada à nossa, sem riquezas naturais, com pouco solo agriculturável, mas que promoveu uma eficiente reforma agrária, sem energia abundante e barata, sem bens minerais preciosos e em quantidade, mas que soube se reconstruir no caminho da busca da riqueza através da promoção em massa da educação de qualidade de seu povo, na direção da geração da inovação e desenvolvimento tecnológicos próprios, tendo hoje várias de suas empresas, como a Samsung, que é a marca nº 1 de produtos eletro-eletrônicos do mundo e faz parte das 20 marcas globais mais valiosas, a Hyundai, a LG e tantas outras, líderes mundiais no comércio e tecnologia em seus setores. O povo sul coreano hoje caminha a passos largos na direção da riqueza. A renda per capita da Coréia do Sul hoje é de US$ 19 mil. Há meio século, a renda per capita sul coreana era de US$ 80.00. Como comparação, a vizinha Coréia do Norte, um dos regimes mais fechados do mundo, mas com as mesmas raízes históricas e identidade do povo coreano do sul, tem renda per capita (2010) de US$ 1800.00, dez vezes menor que a Coréia do Sul. O Brasil, por sua vez, fruto do desenvolvimento dos últimos anos, deve ter ultrapassado ligeiramente a marca dos US$ 10.000 em renda per capita em 2010. Um grande avanço. No entanto, as projeções dos especialistas apontam que somente em 2020 a renda per capita do Brasil deve atingir o patamar de US$ 22,7mil, similar a da Coréia do Sul hoje. Portanto, há necessidade de se rever o modelo de desenvolvimento de forma a se acelerar o processo de acumulação de renda, fruto do desenvolvimento sustentável, a taxas mais elevadas ao longo do tempo, que as que estamos experimentando hoje.

Sobre as empresas transnacionais, nós também temos as nossas. Muitas delas já são líderes mundiais em seus setores. A antiga estatal Vale do Rio Doce, agora a gigante da mineração privada Vale é um bom exemplo, atua mundo afora no mercado de minério de ferro, níquel, carvão e tantas outras commodities minerais, temos ainda transnacionais brasileiras no ramo de bebidas, como a AMBEV que ao associar-se com a cervejaria belga Interbrew gerou a InBev, uma das principais cervejarias do mundo. Temos, como citado, a EMBRAER, essa sim, um exemplo da engenhosidade de concepção da engenharia brasileira. Temos a PETROBRÁS, um ícone de sucesso do modelo em que a atuação do ESTADO dá certo, gera inovação, eficiência e desenvolvimento. A PETROBRÁS avança mundo afora e hoje é a 18a empresa mundial, mas precisamos de muito mais.

A pergunta que me faço é de que forma vamos transformar esse nosso querido Brasil, de país pobre em país rico? Como fazer isso em um horizonte de tempo razoável? Se nosso esforço em promover o desenvolvimento tecnológico em setores críticos, como a eletrônica, a robótica, a mecânica de precisão, os novos materiais, a química fina, os novos fármacos, a nanotecnologia e tantas outras áreas de alta tecnologia ainda patinam. Se o esforço nacional abrangente, e não pontual, da busca da eficácia em P&D&I, ainda não decolou.

O lema embutido na logomarca do Governo Dilma Roussef parece um desafio para muito, muito tempo, ao ritmo que estamos andando. A este ritmo, sem aliar políticas de Estado de longo prazo, fortemente impulsionadoras de P&D&I nos setores chave da moderna economia mundial, andando passo a passo com os frutos de uma necessária e urgente refundação do conceito de educação do País, a fim de transformá-la em uma educação de qualidade, que verdadeiramente eduque e inclua as “massas”, as prepare para assumir o seu papel histórico no desenvolvimento do país, seja como técnicos, arquitetos, engenheiros, médicos, pesquisadores, cientistas, e tantas outras profissões de qualidade, tenho a impressão que perderemos o “bonde da história”, mesmo tendo uma imensa população emergindo em direção à classe média, ávida por consumo, mesmo tendo imensas riquezas naturais, mesmo tendo imenso estoque de solo agriculturável ainda a ser explorado, mesmo tendo fontes energéticas baratas e abundantes, mesmo sendo olhado e invejado pelo mundo como um país de futuro brilhante.

Para alavancar o nosso desenvolvimento em direção à riqueza, como propõe o Lema da nossa presidente, temos que repensar a fundo, e agora, o modelo de desenvolvimento desse país. Ter coragem para mudar com o olhar no futuro. Começar esse trabalho agora, para que a mensagem contida na logomarca do Governo Dilma não caia no vazio.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Operação Guilhotina: Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública e MPE em Ação


Numa grande operação que tem por objetivo moralizar e combater a corrupção e associação ao crime de policiais, a Polícia Federal no Rio de Janeiro, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado e o Ministério Público Estadual, deflagrou no dia 11/02 a Operação Guilhotina, que visa deu cumprimento a 45 mandados de prisão preventiva, sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares e a 48 mandados de busca e apreensão.

A operação policial se iniciou a partir de uma informação obtida pela Delegacia de Polícia Federal em Macaé, que conduzia uma investigação com o principal objetivo de prender o traficante conhecido como “RUPINOL”, que atuava na favela da Rocinha junto com o traficante conhecido como “NEM”.

A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança do Rio e outra da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

A Polícia Federal na notícia de seu web site declara que a “A Operação Guilhotina, com o cumprimento dos referidos mandados, colocará fim à atuação de um grupo criminoso formado por policiais civis e militares e informantes envolvidos com o tráfico ilícito de drogas, armas e munições, com a segurança de pontos de jogos clandestinos (máquinas de caça-níqueis e jogo do bicho), venda de informações policiais e com milícias, além de se dedicarem ao que se chama “Espólio de Guerra”, que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente operação de ocupação do Complexo do Alemão, retroalimentando a atividades criminosas de grupos de traficantes que atuam no Rio de Janeiro.”

As forças estaduais destacaram hoje 200 homens, além de dois helicópteros e quatro lanchas. As equipes da Polícia Federal empregam um efetivo de 380 homens.

Os representantes das três instituições responsáveis pelo trabalho de hoje – a PF, Seseg e MP – vão participar de uma coletiva com a imprensa às 10h30min, na Sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

A Sociedade sente que, embora sempre vá haver policiais que se desvirtuam, que irão se desvirtuar – e esperamos que isso aconteça em número cada vez menor -  e passam e passarão a não honrar a investidura policial, para agir em sua defesa, sempre haverão outros tantos policiais, a imensa maioria, que não se deixarão seduzir pelas armadilhas do crime organizado e agirão com todo o rigor para combatê-lo, em nome de todos nós cidadãos. A Sociedade agradece.

Tragédia na Região Serrana: Video em 3D do INPE mostra a Dimensão dos Deslizamentos Ocorridos

Baseado em imagem de satélite, o vídeo produzido no INPE mostra o desastre na Região Serrana do Estado do Rio.

Os deslizamentos causados pelas chuvas em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, podem ser melhor observados a partir de imagem de satélite aplicada sobre um modelo que confere perspectiva 3D.

Chamada pelos especialistas de DEM (sigla em inglês para Modelo Digital de Elevação), a técnica, que reproduz a distribuição espacial das características do relevo, permite um “vôo virtual” sobre a região.

Neste vídeo, foi utilizado o modelo DEM disponível no Google Earth e a primeira imagem sem a interferência de nuvens após o desastre, obtida no dia 20 de janeiro pelo satélite de alta resolução GeoEye.

A imagem GeoEye processada e analisada pelos técnicos do Instituto foi fornecida pela United States Geological Survey (USGS) via International Charter Space & Major Disasters, um consórcio que reúne instituições e agências espaciais do mundo todo, entre elas o INPE.

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