[Valid Atom 1.0] ) Folheando...Noticias on Line!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tragédia na Região Serrana do Rio : Postos de Coleta de Donativos


<!--
/* Style Definitions */
p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
{mso-style-parent:"";
margin:0cm;
margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:12.0pt;
font-family:"Times New Roman";
mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
mso-fareast-language:EN-US;}
a:link, span.MsoHyperlink
{color:blue;
text-decoration:underline;
text-underline:single;}
a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed
{color:purple;
text-decoration:underline;
text-underline:single;}
@page Section1
{size:612.0pt 792.0pt;
margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
mso-header-margin:35.4pt;
mso-footer-margin:35.4pt;
mso-paper-source:0;}
div.Section1
{page:Section1;}
/* List Definitions */
@list l0
{mso-list-id:1052922770;
mso-list-type:hybrid;
mso-list-template-ids:-1658823524 68550671 68550681 68550683 68550671 68550681 68550683 68550671 68550681 68550683;}
@list l0:level1
{mso-level-tab-stop:36.0pt;
mso-level-number-position:left;
text-indent:-18.0pt;}
ol
{margin-bottom:0cm;}
ul
{margin-bottom:0cm;}
-->

A Hora é de ser solidário... 

Passada a primeira hora do caos, perplexidade e desespero da tragédia que abateu a região serrana do Estado do Rio, agora está em curso o que caracteriza uma das principais virtudes do povo brasileiro: A solidariedade.

São milhares de doações, desde roupas, alimentos, produtos de higiene, enfim, tudo que possa ser doado para quem perdeu tudo ou está desabrigado ou desalojado. 

Quanto às doações, temos notícias que o quantitativo de roupas pessoais doadas já é bastante elevado e que estariam, ainda, faltando roupas para crianças desabrigadas, além dos itens listados abaixo.
  1. Doação de sangue

  2. Mantimentos:

  3. Água mineral

  4. Alimentos não perecíveis (enlatados, massas e sopas desidratadas, feijão, leite em pó, açúcar, pó de café)

  5. Roupas e calçados

  6. Cobertores e roupas de cama

  7. Colchões

  8. Material de higiene pessoal (sabonete, pasta e escova de dente; fraldas e absorventes)

  9. Velas, isqueiros e fósforos


Veja alguns dos locais no qual você pode direcionar as suas doações:

Bancos ( doação em dinheiro):

Banco do Brasil, aceita depósitos de qualquer valor. O número da agência é 0741-2 e o número da conta é 110000-9.
Itaú Unibanco abriu uma conta para receber doações para o Fundo de Assistência Social do Rio. A conta aceita depósitos de qualquer valor. O número da agência é 5673, e o da conta é 00594-7. O CNPJ do fundo é 02932524/0001-46.
Bradesco também abriu uma conta, em nome da Obra Social do Rio, para receber doações. Os dados da conta são: agência 3176-3, conta 500001-7
Caixa Econômica Federal abriu uma conta para a Defesa Civil estadual. As doações, destinados ao atendimento dos moradores da região serrana, podem ser feitas na conta 2011-0, agência 0199, operação 006.

Doação de Sangue:

Para doação de sangue, procurar o Hemo Rio, rua Frei Caneca, 8, região central, Rio de Janeiro, das 7h às 18h, ou em um dos 26 postos de coleta de sangue no Estado. Para informações sobre endereços e horários, favor ligar no 0800-282-0708.

Instituições públicas e privadas:

Niterói

Sede da Secretaria de Assistência Social de Niterói - Rua Coronel Gomes Machado 281 – Centro,
CREAS - Rua Coronel Gomes Machado 259 , Centro,  rua Evaristo Veiga s/nº , Centro, Estrada Francisco da Cruz Nunes 66 – Piratininga,
Sede da Guarda Municipal - Rua Coronel Miranda 18 - Ponta da Areia,
Estádio Caio Martins, em Niterói, Rua Presidente Backer S/N (Esquina da Dr. Roberto Silveira), Icaraí,
ARTRO Urgências Ortopédicas – Rua Cinco de Julho, 263, Icaraí,
Polícia Militar (doação de artigos de higiene, água e alimentos) - 12º BPM - Avenida Feliciano Sodré, 275 – Centro.
Centro Educacional de Niterói (doação de roupas, dentre os itens como alimentos e higiene) - Rua Itaguaí 173, Pé Pequeno,
Secretaria Regional de Itaipu (doação de roupas, dentre os itens como alimentos e higiene) - Estrada Francisco da Cruz Nunes 9.544, em Itaipu,
Fundação da Infância e Adolescência  - Rua General Castrioto, 589, Barreto.
Ceasa de São Gonçalo - Rodovia Amaral Peixoto, altura do km 96.

Teresópolis

Ginásio Pedro Jahara ("Pedrão") - Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Centro,
Fundação Leão XIII – Rua Josafá Cupelo, 390, Bairro de Fátima,
Secretaria de Assistência Social - Rua Josafá Cupelo, 390, Fátima.

Petrópolis

Igreja Wesleyana, no vale do Cuiabá
Igreja de Santa Luzia, na estrada das Arcas.
Fundação Leão XIII – Rua General Osório, 12, 2º piso, Centro.
Secretaria de Assistência Social - Rua General Osório, 12, Centro e, estrada União Indústria, 11.850, Distrito de Itaipava

Nova Friburgo

Secretaria de Assistência Social - Avenida Julius Antônio Thuller, 480, Olaria,
Fundação da Infância e Adolescência  - Avenida Julius Antônio Thuller, 480, Olaria.

Rio de Janeiro

Secretaria de Assistência Social -  Rua Voluntários da Pátria, 120, Botafogo,
ONG Viva Rio - Rua do Russel, 76, Glória. Mais informações pelo 0/xx/21/2555-3750,
Ministério Público do Rio - As doações são aceitas na sede da instituição, à avenida Marechal Câmara, 370, no centro do Rio,
Lojas do grupo Pão de Açúcar na Grande São Paulo e no Rio - foram montados postos de coleta de arrecadação de donativos às vítimas dos dois Estados. São 330 estabelecimentos das redes Pão de Açúcar, CompreBem, Extra e Assai,
Shoppings administrados pelo Grupo Aliansce – shoppings Leblon, Via Parque, Grande Rio, Caxias, Bangu, Carioca, Passeio e Santa Cruz – estão recebendo doações para as vítimas das enchentes.
Shoppings administrados pela Ancar Ivanhoe - Botafogo Praia Shopping, Rio Design Barra, Rio Design Leblon, Shopping Nova América, São Gonçalo Shopping e Downtown, além da sede da empresa, na Barra. As doações poderão ser feitas no SAC/Espaço Cliente, das 10h às 22h, inclusive nos fins de semana (domingo, a partir das 13h).
BarraShopping - Doações devem ser feitas no Conciérge do shopping, em frente à C&A do Nível Américas, na altura da entrada C, ou no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), durante o horário de funcionamento do shopping.
Hortifruti - A rede tem postos em todas as lojas do Rio.
Circo Voador - A casa está recebendo donativos em sua sede, nos Arcos da Lapa.
Federação Israelita do Rio - montou três postos de arrecadação na capital fluminense: rua Barata Ribeiro, 489, Copacabana; rua das Laranjeiras, 364, Laranjeiras; e rua São Francisco Xavier, 104, Tijuca.
Fundação da Infância e Adolescência  - Rua Voluntários da Pátria, 120, em Botafogo.
Farmácias Populares - exceto as de Friburgo e Petrópolis.
Corpo de Bombeiros - 106 quartéis em todo o estado, exceto as de Friburgo e Petrópolis.
Polícia Militar -Todos os batalhões e quartéis do Rio e do Estado de São Paulo também estão recebendo doações.
Polícia Rodoviária Federal no Rio - Todos os postos, delegacias e a sede da corporação estão recebendo doações --são 25 locais ao longo dos 1.400 km de rodovias federais no Estado.

Referências consultadas:







sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Região Serrana do Rio: Tragédia Anunciada

Os telejornais da manhã anunciavam a macabra contagem de mortos ocorridas nestes dias no Estado do Rio de Janeiro, em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Esse número agora está em mais de 500 óbitos e tende a subir, uma vez que há inúmeras localidades ainda isoladas às quais os órgãos da administração que prestam serviços de ajuda emergencial, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, ainda não tem acesso.

Foto 01
As cenas vistas nas TV´s são de cortar o coração, de fazer chorar. Mas trata-se de uma tragédia quase com data e hora marcadas sempre que o volume de chuvas, especialmente no verão, ultrapassa os limites pluviométricos diários médios e, concentra-se em poucos dias.

Em meio ao caos e à perplexidade que tais eventos provocam, já começam a pipocar, aqui e ali, especulações sobre os culpados por essa tragédia.

Uma análise mais simplista sobre os culpados aponta para a mãe natureza. Afinal, ninguém pode prever que as chuvas vão ter comportamento tão imprevisível. Mas será mesmo?

Bom, se não é a natureza a culpada ou a única culpada, podemos então atribuir a culpa à vontade divina. Deus dá, Deus tira. Pode ser... Mas, pessoalmente, eu credito a responsabilidade aos gestores dos municípios afetados, especialmente às várias administrações passadas, que deveriam cuidar para que esses eventos não acontecessem ou, pelo menos, quando acontecessem, que seus efeitos sobre a sociedade pudessem ser minorados, numa visão de atuação para o futuro, para o olhar antecipado do que está acontecendo agora. Mas olhar para o futuro é quase utopia no mundo da política e das administrações municipais. O negócio é tratar do presente. Obras para o presente rendem votos, podem garantir uma re-eleição. Obras para o futuro são quase invisíveis, não rendem os esperados votos, não se pagam eleitoralmente. A verdade, de fato, é que a negligência no trato da coisa pública, o não zelar pela segurança e pelo bem estar da população é uma constante.

Então por que mesmo essas tragédias vez por outra acontecem?  Sem hipocrisia, as causas são mais que conhecidas. Afinal, essa não é a primeira catástrofe que acontece na região serrana. O que a difere das anteriores é que dessa vez todos os limites do caos foram ultrapassados. Essa é a maior tragédia do gênero no País.

Foto 2
Não é necessário ser especialista em geotécnica para perceber a enormidade do número de construções em áreas de riscos no Estado, especialmente aquelas no qual as construções se dão em encostas, seja na cidade do Rio de Janeiro, em Niterói, em Angra dos reis, na região serrana. Essas construções estão por toda a parte.

No caso da região serrana, uma simples visita ao belo – quando não há tragédias como essa – trajeto rodoviário Rio – Petrópolis, que guarda um pouco do que restou da Mata Atlântica, com a bela floresta capeando as encostas e montanhas de formidáveis formações graníticas, já mostra, há muito, inúmeros trechos de ocupação das encostas pela população. Esse problema só tende a se agravar. Para quem passa na região, é visível o avanço das habitações encosta acima.

Chegando a Petrópolis o quadro não muda. Em Teresópolis muito menos. Em Nova Friburgo e, certamente, em toda a região serrana do Estado, o quadro é o mesmo. São casas pobres, condomínios de classe média, bairros inteiros “empoleirados” nas encostas ou debruçados à beira dos rios e riachos da região.

Esse cenário, a vista paradisíaca, como no do distrito de Itaipava, quando nada acontece e a normalidade reina, é maravilhoso de se ver. Ele atrai muita gente que quer ter uma boa qualidade de vida, ar de montanha, clima ameno e sossego. Mas, na verdade, trata-se de uma verdadeira armadilha. Armadilha essa engatilhada para disparar na primeira grande anormalidade pluviométrica da natureza; como essa de janeiro de 2011.

Ao se construir próximo ao sopé ou sobre um terreno íngreme, com a vegetação capeando a formação rochosa, corre-se grande risco. Isso ocorre por que, quando há chuvas intensas e continuadas, o solo vai se encharcando com a água que se infiltra, até o ponto em que o peso do terreno argiloso + vegetação + água acumulada, apoiada sobre o substrato rochoso impermeável, normalmente com elevado aclive, acaba por colapsar e descer montanha abaixo, ao se exceder um limite crítico de tensão cisalhante na interface entre o solo argiloso e a rocha, pela formação de um filme de “lama + água” escorregadio, que diminui o coeficiente de atrito e a ancoragem mecânica. Um colapso parcial também é frequentemente visto, com parte da encosta formada pelo solo argiloso + vegetação descendo pelo declive. Quem nunca viu na região de Nova Friburgo – Petrópolis – Teresópolis, ao longo da estrada Rio - Santos, aquelas “línguas” de terra e capeamento vegetal que desceram montanha abaixo, deixando desnuda a encosta sem a vegetação ou mesmo só restando a rocha nua? São favas contadas. Qualquer administrador mais atento vai perceber que esses locais são instáveis e propícios à ocorrência, natural, de movimento do solo e, portanto, a ocupação para fins residenciais, seja via ocupação ilegal (favelas), loteamentos populares ou condomínios de luxo, deve ser precedido de profundos estudos de geotécnica para apontar os.locais aonde a ocupação pode ser feita sem riscos, ou aquelas nos quais deverão ser realizadas “obras de reforço e contenção de encostas” antes que a ocupação se dê, ou da onde a população deve ser removida, seja qual for o “preço político” a pagar por tal ação.

Como esse País, como um todo, carece de planejamento e políticas preventivas que envolvam a mitigação do risco de acidentes à população e, em função da insipiência, na maioria dos casos, dos serviços de mapeamento geológico e de contenção de encostas, o que se vê é que a ocupação do solo ocorre, legalizada ou não, aos olhos inertes do poder público municipal e, via de regra, reza-se aos céus para que nenhuma tragédia aconteça. E quando acontece, ceifa a vida de dezenas, de centenas de pessoas, de cidadãos, como neste caso. Além da perda econômica para a municipalidade, do elevado número de pessoas deslocadas e das centenas de pessoas desabrigadas, que, embora salvas, perdem, invariavelmente todos os seus bens e se tornam “sem teto”, com ônus crescente para toda a sociedade, que já convive, salvo raras exceções, com apreciável débito habitacional. Assim, a tragédia, como não poderia deixar de ser, é socializada. O prejuízo é de todos, fruto do descaso das autoridades.

O que fazer? Essa resposta todos sabem. Ela é apresentada pelas autoridades e especialistas há tempos na mídia. E nada mais é do que:

- Planejar a ocupação do solo, especialmente nas áreas de risco, como as tipicamente encontradas na região serrana do Estado, no município do Rio, em Niterói e em tantos outros municípios.

- Fazer um completo mapeamento geotécnico das regiões críticas, apontando aonde é permito construir ou não e fiscalizar para que se cumpra a proibição de construção.

- Planejar e executar obras de contenção.

- Aprimorar a coleta e descarte organizado de lixo, especialmente em favelas em áreas de risco.

- Realocar moradores de áreas de risco, de forma preventiva, antes que os desastres aconteçam. Afinal, de nada serve a Defesa Civil burocraticamente condenar o local. Quando houver risco à vida, o morador deve ser retirado compulsoriamente, dentro dos limites da legalidade, respeitando seus direitos, mas deve ser retirado para local seguro. Neste caso, o Estado deve lhe dar opções dignas de nova moradia. Deve agir.

- Fazer um trabalho de coordenação de todos os atores envolvidos na “cadeia de identificação, diagnóstico e trato de calamidades”, isto é, órgãos de geologia/geotécnica, defesa civil, corpo de bombeiros, órgãos de saúde e medicina legal, dentre outros, mais a vigilância metereológica, afim de se poder alertar a população, à tempo, de riscos e desastres iminentes e, de forma organizada, poder tratar eventos como esse que está ocorrendo, da forma o mais eficaz possível.

O que foi elencado neste texto só pode ser feito com investimento continuado ao longo dos anos. Mas, somente com os recursos municipais, nenhum trabalho sério, de substância, será possível de ser feito. É preciso a união de todas as esferas do poder, a priorização do assunto com o olhar no longo prazo, talvez vinte ou mais anos, seguido de substancial aumento do investimento a ser realizado, do capital financeiro. Soluções concretas passam ainda, necessariamente, pelo substancial aumento do capital humano disponível, através de mais contratações de pessoal especializado, do reforço das equipes de geotécnica e geologia do Estado; de tal forma que esses profissionais, e seus órgãos de administração, possam cumprir adequadamente a sua função em prol da sociedade. Da mesma forma, é evidente também a necessidade de se aparelhar melhor e reforçar o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, quando esses serviços existem no município, ou, em não existindo, criá-los em municípios-sede que possam também atender, em rede, aos municípios menores.

O caminho é longo. Mas é possível chegar-se a uma solução. Um exemplo que temos visto de boas práticas de gestão pública na questão da prevenção de riscos, mapeamento de encostas, de risco geológico e obras de contenção, tem sido feito nos últimos anos no município do Rio de Janeiro. E os resultados positivos já começaram a aparecer, embora, muito ainda tenha que ser feito pela cidade.

A vovó já dizia, bem lá atrás, que é melhor prevenir do que remediar. O negócio é lembrar do ditado. Tratar a questão como deve ser tratada, para que tragédias como essa não voltem a acontecer. Mas antes de mais nada, começar a agir, e hoje, de fato.

Referências:

Foto 1
Foto 2

Região Serrana do Rio: Tragédia Anunciada

Os telejornais da manhã anunciavam a macabra contagem de mortos ocorridas nestes dias no Estado do Rio de Janeiro, em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Esse número agora está em mais de 500 óbitos e tende a subir, uma vez que há inúmeras localidades ainda isoladas às quais os órgãos da administração que prestam serviços de ajuda emergencial, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, ainda não tem acesso.

Foto 01
As cenas vistas nas TV´s são de cortar o coração, de fazer chorar. Mas trata-se de uma tragédia quase com data e hora marcadas sempre que o volume de chuvas, especialmente no verão, ultrapassa os limites pluviométricos diários médios e, concentra-se em poucos dias.

Em meio ao caos e à perplexidade que tais eventos provocam, já começam a pipocar, aqui e ali, especulações sobre os culpados por essa tragédia.

Uma análise mais simplista sobre os culpados aponta para a mãe natureza. Afinal, ninguém pode prever que as chuvas vão ter comportamento tão imprevisível. Mas será mesmo?

Bom, se não é a natureza a culpada ou a única culpada, podemos então atribuir a culpa à vontade divina. Deus dá, Deus tira. Pode ser... Mas, pessoalmente, eu credito a responsabilidade aos gestores dos municípios afetados, especialmente às várias administrações passadas, que deveriam cuidar para que esses eventos não acontecessem ou, pelo menos, quando acontecessem, que seus efeitos sobre a sociedade pudessem ser minorados, numa visão de atuação para o futuro, para o olhar antecipado do que está acontecendo agora. Mas olhar para o futuro é quase utopia no mundo da política e das administrações municipais. O negócio é tratar do presente. Obras para o presente rendem votos, podem garantir uma re-eleição. Obras para o futuro são quase invisíveis, não rendem os esperados votos, não se pagam eleitoralmente. A verdade, de fato, é que a negligência no trato da coisa pública, o não zelar pela segurança e pelo bem estar da população é uma constante.

Então por que mesmo essas tragédias vez por outra acontecem?  Sem hipocrisia, as causas são mais que conhecidas. Afinal, essa não é a primeira catástrofe que acontece na região serrana. O que a difere das anteriores é que dessa vez todos os limites do caos foram ultrapassados. Essa é a maior tragédia do gênero no País.

Foto 2
Não é necessário ser especialista em geotécnica para perceber a enormidade do número de construções em áreas de riscos no Estado, especialmente aquelas no qual as construções se dão em encostas, seja na cidade do Rio de Janeiro, em Niterói, em Angra dos reis, na região serrana. Essas construções estão por toda a parte.

No caso da região serrana, uma simples visita ao belo – quando não há tragédias como essa – trajeto rodoviário Rio – Petrópolis, que guarda um pouco do que restou da Mata Atlântica, com a bela floresta capeando as encostas e montanhas de formidáveis formações graníticas, já mostra, há muito, inúmeros trechos de ocupação das encostas pela população. Esse problema só tende a se agravar. Para quem passa na região, é visível o avanço das habitações encosta acima.

Chegando a Petrópolis o quadro não muda. Em Teresópolis muito menos. Em Nova Friburgo e, certamente, em toda a região serrana do Estado, o quadro é o mesmo. São casas pobres, condomínios de classe média, bairros inteiros “empoleirados” nas encostas ou debruçados à beira dos rios e riachos da região.

Esse cenário, a vista paradisíaca, como no do distrito de Itaipava, quando nada acontece e a normalidade reina, é maravilhoso de se ver. Ele atrai muita gente que quer ter uma boa qualidade de vida, ar de montanha, clima ameno e sossego. Mas, na verdade, trata-se de uma verdadeira armadilha. Armadilha essa engatilhada para disparar na primeira grande anormalidade pluviométrica da natureza; como essa de janeiro de 2011.

Ao se construir próximo ao sopé ou sobre um terreno íngreme, com a vegetação capeando a formação rochosa, corre-se grande risco. Isso ocorre por que, quando há chuvas intensas e continuadas, o solo vai se encharcando com a água que se infiltra, até o ponto em que o peso do terreno argiloso + vegetação + água acumulada, apoiada sobre o substrato rochoso impermeável, normalmente com elevado aclive, acaba por colapsar e descer montanha abaixo, ao se exceder um limite crítico de tensão cisalhante na interface entre o solo argiloso e a rocha, pela formação de um filme de “lama + água” escorregadio, que diminui o coeficiente de atrito e a ancoragem mecânica. Um colapso parcial também é frequentemente visto, com parte da encosta formada pelo solo argiloso + vegetação descendo pelo declive. Quem nunca viu na região de Nova Friburgo – Petrópolis – Teresópolis, ao longo da estrada Rio - Santos, aquelas “línguas” de terra e capeamento vegetal que desceram montanha abaixo, deixando desnuda a encosta sem a vegetação ou mesmo só restando a rocha nua? São favas contadas. Qualquer administrador mais atento vai perceber que esses locais são instáveis e propícios à ocorrência, natural, de movimento do solo e, portanto, a ocupação para fins residenciais, seja via ocupação ilegal (favelas), loteamentos populares ou condomínios de luxo, deve ser precedido de profundos estudos de geotécnica para apontar os.locais aonde a ocupação pode ser feita sem riscos, ou aquelas nos quais deverão ser realizadas “obras de reforço e contenção de encostas” antes que a ocupação se dê, ou da onde a população deve ser removida, seja qual for o “preço político” a pagar por tal ação.

Como esse País, como um todo, carece de planejamento e políticas preventivas que envolvam a mitigação do risco de acidentes à população e, em função da insipiência, na maioria dos casos, dos serviços de mapeamento geológico e de contenção de encostas, o que se vê é que a ocupação do solo ocorre, legalizada ou não, aos olhos inertes do poder público municipal e, via de regra, reza-se aos céus para que nenhuma tragédia aconteça. E quando acontece, ceifa a vida de dezenas, de centenas de pessoas, de cidadãos, como neste caso. Além da perda econômica para a municipalidade, do elevado número de pessoas deslocadas e das centenas de pessoas desabrigadas, que, embora salvas, perdem, invariavelmente todos os seus bens e se tornam “sem teto”, com ônus crescente para toda a sociedade, que já convive, salvo raras exceções, com apreciável débito habitacional. Assim, a tragédia, como não poderia deixar de ser, é socializada. O prejuízo é de todos, fruto do descaso das autoridades.

O que fazer? Essa resposta todos sabem. Ela é apresentada pelas autoridades e especialistas há tempos na mídia. E nada mais é do que:

- Planejar a ocupação do solo, especialmente nas áreas de risco, como as tipicamente encontradas na região serrana do Estado, no município do Rio, em Niterói e em tantos outros municípios.

- Fazer um completo mapeamento geotécnico das regiões críticas, apontando aonde é permito construir ou não e fiscalizar para que se cumpra a proibição de construção.

- Planejar e executar obras de contenção.

- Aprimorar a coleta e descarte organizado de lixo, especialmente em favelas em áreas de risco.

- Realocar moradores de áreas de risco, de forma preventiva, antes que os desastres aconteçam. Afinal, de nada serve a Defesa Civil burocraticamente condenar o local. Quando houver risco à vida, o morador deve ser retirado compulsoriamente, dentro dos limites da legalidade, respeitando seus direitos, mas deve ser retirado para local seguro. Neste caso, o Estado deve lhe dar opções dignas de nova moradia. Deve agir.

- Fazer um trabalho de coordenação de todos os atores envolvidos na “cadeia de identificação, diagnóstico e trato de calamidades”, isto é, órgãos de geologia/geotécnica, defesa civil, corpo de bombeiros, órgãos de saúde e medicina legal, dentre outros, mais a vigilância metereológica, afim de se poder alertar a população, à tempo, de riscos e desastres iminentes e, de forma organizada, poder tratar eventos como esse que está ocorrendo, da forma o mais eficaz possível.

O que foi elencado neste texto só pode ser feito com investimento continuado ao longo dos anos. Mas, somente com os recursos municipais, nenhum trabalho sério, de substância, será possível de ser feito. É preciso a união de todas as esferas do poder, a priorização do assunto com o olhar no longo prazo, talvez vinte ou mais anos, seguido de substancial aumento do investimento a ser realizado, do capital financeiro. Soluções concretas passam ainda, necessariamente, pelo substancial aumento do capital humano disponível, através de mais contratações de pessoal especializado, do reforço das equipes de geotécnica e geologia do Estado; de tal forma que esses profissionais, e seus órgãos de administração, possam cumprir adequadamente a sua função em prol da sociedade. Da mesma forma, é evidente também a necessidade de se aparelhar melhor e reforçar o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, quando esses serviços existem no município, ou, em não existindo, criá-los em municípios-sede que possam também atender, em rede, aos municípios menores.

O caminho é longo. Mas é possível chegar-se a uma solução. Um exemplo que temos visto de boas práticas de gestão pública na questão da prevenção de riscos, mapeamento de encostas, de risco geológico e obras de contenção, tem sido feito nos últimos anos no município do Rio de Janeiro. E os resultados positivos já começaram a aparecer, embora, muito ainda tenha que ser feito pela cidade.

A vovó já dizia, bem lá atrás, que é melhor prevenir do que remediar. O negócio é lembrar do ditado. Tratar a questão como deve ser tratada, para que tragédias como essa não voltem a acontecer. Mas antes de mais nada, começar a agir, e hoje, de fato.

Referências:

Foto 1
Foto 2

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Divulgação de Link´s e Blog´s

Esse artigo deve interessar aos blogueiros – se posso me referir assim - como eu, que como eu estão procurando formas de melhor divulgar seus blog´s. 

Achei legal escrever este texto a respeito dos vários sites disponíveis no qual o blogueiro pode colocar para divulgação os link´s de suas notícias.

Embora a lista apresentada a seguir não tenha a pretensão de incluir todos os websites que tratam do assunto, os websites listados são alguns daqueles que podem direcionar tráfego para os nossos blog´s.


Para começar, esses websites podem ser classificados em “agregadores de artigos” e “roteadores de tráfego”:

Agregadores de artigos

Roteadores de tráfego


Bom, a motivação maior neste momento é que o meu blog completou pouco mais de um mês de existência e comecei a fazer um esforço mais organizado em melhorar a divulgação do http://www.indignacaoecidadania.blogspot.com. Até então, eu somente estava fazendo a divulgação via rede de amigos no twitter, facebook e orkut, com um relativo sucesso, penso eu, em se tratando de um blog que está apenas no início. Então, acho muito positivo o recurso de aderir ao máximo possível de “redes sociais” e fazer um bom círculo de amigos, que podem ajudar na leitura de nossas notícias, vídeos, etc. e, em conseqüência, divulgar o conteúdo de nossos blogs.

Entrando no assunto principal, a experiência em me cadastrar  nos sites “roteadores de tráfego” e “agregadores de artigos” está apenas começando, mas já tenho algumas impressões que gostaria de compartilhar.

Sobre o dihitt, achei o serviço muito bom. O site é descomplicado, leve e os link´s de notícias que cadastrei foram para o “ar” de forma imediata e já tenho recebido tráfego vindo via dihitt. Muito bom o serviço. Recomendo.

Sobre o linkk  o serviço é descomplicado, mas as “classes de notícias” disponíveis para classificação dos link´s me pareceu limitada. Falta, por exemplo, a classificação das notícias de cunho como “atualidades” ou “utilidade pública.

A respeito do rec6, embora eu tenha feito o cadastro, não consigo ter acesso ao login para saber quantos click´s receberam meus link´s. A mesma dificuldade de acesso também estou tendo na noticias.via6, aonde também não consigo me logar, com a página apresentando constante erro.

Sobre o digga, o serviço é bem fácil de ser usado e o blogueiro pode, além de divulgar os link´s no próprio site, indexá-lo no yahoo, ao delicious, ao reddit, ao pligg. Recomendo para quem quer divulgar suas matérias de blog.

O mesmo posso dizer para o gostei. O site é bem intuitivo e organizado e os link´s inseridos vão para o “ar” na hora da inserção, sendo possível, assim, como em outros dos sites citados, acompanhar o desempenho dos link´s ao longo do tempo.

Quanto ao ptnoticias, da mesma forma como o dihitt, é muito fácil de se cadastrar e usar na hora. Recomendado.

Quanto ao website domelhor.net, o cadastro é rápido e facílimo. Você nem precisa confirmar nenhum link de cadastro via email, conforme prática da maioria dos sites. No entanto, quando tentei mandar uma notícia na ”aba Brasil” , recebi a seguinte resposta do servidor: Erro: O seu nível de participação ainda não permite envio de matérias. Então, não posso ainda discutir sobre a facilidade ou não do envio de link´s até que a minha condição de usuário cadastrado me permita enviar link´s ao site para publicação.

Dos chamados “ roteadores de tráfego”, posso dizer do Ueba, que faz mais de 5 dias que me cadastrei no website e estou esperando alguma notícia. Não sei se o site manda algum comunicado para o interessado se o link do blog ou da notícia foi aprovada para divulgação ou não, portanto, não posso me manifestar sobre o serviço.

Sobre o galeriadelinks, o cadastro é muito fácil, assim como o envio dos link´s para publicação. No entanto, os link´s não são publicados imediatamente e o site emite um alerta que o link será analisado antes da publicação, o que é um direito do serviço, e dos mais justificáveis. Um detalhe importante do galeriadelinks é que o sistema parece não permitir o envio de mais de um link (artigo) antes da análise do primeiro link enviado. Eu tentei mas não consegui, embora não tenha recebido nenhuma justificativa para o não envio do artigo.

Quanto ao ocioso, ele é muito fácil de cadastrar o blog. No entanto, o sistema pede que se reconfigure o blog para inclusão do sistema de troca de link´s, se o seu blog possui esse sistema - de troca de link´s -. Sobre o cadastro em si e o envio de link´s, ambos são bem amigáveis. No entanto, o envio de link´s deve ser sempre acompanhado por uma imagem extensão somente JPG ou PNG, dimensões 140 x 140 pixels (largura e altura) e tamanho máximo de 10kb. O serviço parece muito bom e a interface é bastante amigável. Recomendo aos blogueiros testar o sistema de troca de link´s, que pode alavancar seu contador de visitas.

Quanto ao Linklog, a adesão ao serviço realmente é facilíssima. Primeiramente nem é exigido cadastro e, em segundo lugar, para se enviar um link, se entra com os dados do blog e os dados do link, mais uma figura ilustrativa obrigatória de extensão JPG, JPEG, GIF e PNG, de dimensões 100 x 100 pixels, e só. É aguardar a publicação do link. Recomendo.

Quanto ao colméia, eu tentei inscever o meu blog, mas o status do sistema mostrava que “ele já estava cadastrado”(?). Bom, em sendo verdadeiro o fato do blog estar cadastrado, bastava então enviar um link para confirmar e, quando fui fazê-lo, vi que o blog não estava na relação de blogs cadastrados, portanto, nada feito para o envio dos meus link´s. Creio que se trata de algum “bug”, temporário ou não. Espero que vocês tenham melhor sorte.

No bombanet, também não consegui enviar meus link´s. O sistema exigia, além dos dados do blog e do link da notícia, uma figura  de extensão jpg .gif .png, de tamanho máximo 100 KB. Mesmo enviando uma figura de 3Kb, o sistema dava erro no carregamento para o site. Melhor sorte a quem vier a tentar. Salvo esse problema, quando corrigido, me parece bem simples de ser usado o website para a promoção dos link´s dos blogs.

Bom, finalmente, sobre o totalnews, eu fiz o cadastro há mais de 03 dias e ainda não recebi nenhuma confirmação. Assim, também nesse caso não posso dizer nada sobre o serviço.

Para terminar, já que ao indexarmos nossos blogs em um serviço on line ou divulgarmos nossas notícias estamos visando a exposição para o público, resolvi conferir o ranking dos sites “roteadores de tráfego” e dos “agregadores de artigos’ na WEB. Para tal, usei um serviço que achei muito bom, que é o BIZ Informação. Esse serviço de avaliação on line, gratuito, fornece informações sobre qualquer website, apresentando, dentre outras, estatísticas dos visitantes e um valor estimado do website, similar ao WEB Arbiter, mas mais completo. O BIZ Informação alerta, e gostaríamos de ressaltar, que os indicadores, conforme o site aponta, podem nem sempre ser exatos, sendo necessário uma pesquisa adicional e a confirmação dos detalhes. Então, com base no BIZ Informação, construímos o quadro abaixo, que inclui ainda, a título comparativo, os dados dos websites Google.com, Google.com.br, Yahoo.com, O Globo on line e JB on line. Vejamos os resultados apresentados por classificação crescente no Brasil:

Tabela comparativa com dados de 12/01/2011, 14:30hs-15:00hs Brasília, website BIZ Informação
Website
avaliado
Visualizações Diárias
Visitantes Diários
Classificação  Mundial
Classificação Brasil
Google.com.br

32.188.080 *
5.175.050 *
31
1
Google.com

1.134.386.304 *
135.702.000 *
1
2
Oglobo.globo.com

13.832.376 *
2.671.200 *
104
7
Yahoo.com

434.597.248*
84.057.752 *
4
9
Jb.com.br

6.459.490 *
1.773.450 *
168
11
Gostei.abril.com.br

1.639.952 *
575.505 *
608
19
Ocioso.com.br

107.279 *
34.400 *
8.961
172
Dihitt.com.br

127.234 *
26.445 *
10.622
229
Colmeia.blog.br

29.108 *
13.158 *
27.842
590
Noticias.via6.com

31.104 *
22.995 *
27.557
781
Linkk.com

27.457 *
12.040 *
30.253
951
Linklog.com.br

26.557 *
8.406 *
39.576
1.314
Ueba.com.br

15.454 *
8.084 *
47.377
1.591
Domelhor.net

15.454 *
6.579 *
54.991
2.098
Totalnews.com.br

7.802 *
3.633 *
100.523
2.851
Ptnoticias.com

16.209 *
5.859 *
85.671
9.343
Bombanet.com.br

2.251 *
1.376 *
267.634
9.763
Galeriadelinks.com

2.628 *
1.606 *
326.666
11.750
Digga.com.br

1.971 *
1.134 *
445.865
23.235
Rec6.com.br

< 10 *
< 10 *
12.392.300
Não mostrada
(*) O BIZ Informação informa que este é apenas uma dado estimado. Leia o Termo de Responsabilidade do website para maiores detalhes

Como se vê da tabela, o campeão de audiência na web é o conhecido google, tanto o site nacional, quanto o ponto com. No entanto, a informação mais útil aos propósitos deste artigo refere-se à posição e número de acesso dos sites promotores  de blogs e link´s, conforme estamos discutindo.

Como consideração inicial, independente do número de acessos de um website A ou B, acho que devemos, primeiramente, ajudar a divulgar o trabalho de todos esses websites, pois a relação dos blog´s com eles é biunívoca. Isto é, quanto maior e mais expressivos eles ficarem, mais acessos terão nossos blogs e link´s, ao serem promovidos por eles, e vice-versa. Eles dependem de nós e nos dependemos deles para crescermos juntos.

Para os blogs iniciantes como o http://www.indignacaoecidadania.blogspot.com, creio que vale a pena indexar o blog e os link´s em todos os websites que mostrei. A questão é ter fôlego para isso. De qualquer forma, a tabela acima pode ajudar bastante se o blogueiro desejar priorizar o esforço para divulgar  seu blog.

Veja também esses posts